terça-feira, 9 de agosto de 2016

"O Brasil é um país muito racista, muito machista, muito homofóbico;diz atleta"


© Getty Joanna Maranhão na piscina do Estádio Aquático Olímpico do Rio de Janeiro
Durante seu desabafo, nesta terça-feira, na fase vespertina da natação nos Jogos do Rio de Janeiro, Joanna Maranhão disse acreditar que a cultura do futebol não se aplica aos esportes olímpicos.
Ataques, críticas e xingamentos que são tranquilamente utilizados nas arquibancadas do esporte bretão, mas a nadadora foi vítima de críticas após não se classificar para a semifinal dos 200m medley, na última segunda, e teve até seu caso de estupro na piscina relembrado por certas pessoas. Ela prometeu processar esses internautas.
"O Brasil é um país muito racista, muito machista, muito homofóbico, vem de uma cultura futebolística que as pessoas acham que quando chega em um esporte olímpico elas têm o direito de nos tratar como tratam um jogador de futebol quando não ganham", disse a recifense na zona mista do Estádio Aquático Olímpico.
"Acho que nem os jogadores de futebol merecem esse tratamento que a gente tem. O que eles têm, a gente (tem) muito menos", continuou a nadadora.
Nesta terça, Joanna não conseguiu avançar da fase eliminatória dos 200m borboleta e encerrou sua participação na quarta Olimpíada, a primeira em casa.

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