quinta-feira, 12 de maio de 2016

A equipe de Michel Temer é formada de investigados



© Marcos Corrêa / VPR
Sem mulheres e negros no primeiro escalão de sua equipe, o presidente da República em exercício, Michel Temer, deu início na tarde desta sexta-feira (13) ao seu governo. Após semanas de negociações, deixou de lado a ideia de de “ministérios de notáveis” e optou por nomes políticos — mas que são ou já foram algo de investigações.
O objetivo das nomeações é priorizar o apoio no Congresso para viabilizar a aprovação de propostas especialmente da pauta econômica. No núcleo duro estão Eliseu Padilha (Casa Civil), Romero Jucá (Planejamento), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), todos ex-integrantes de governos petistas.
Dos 32 ministérios, a Esplanada passa a ter 24 pastas. A equipe do peemedebista fará nos próximos dias o detalhamento dos cargos de segundo e terceiro escalão para definir cortes administrativos.
À frente da Casa Civil, Padilha tem uma planilha detalhada de distribuição de cargos. Entre abril e setembro do ano passado, quando Temer assumiu a articulação política de Dilma, o ministro atuou como braço-direito do então vice-presidente.
Dos ministérios extintos, Direitos Humanos foi fundido com Justiça, Cultura com Educação, Comunicações com Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Agrário com Desenvolvimento Social. Transportes, Portos e Aviação Civil são uma só pasta. Já a Controladoria Geral da República (CGU) se tornou Ministério da Transparência.
Investigados
Eliseu Padilha foi alvo de acusações de irregularidades no pagamento de precatórios na época do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Citado pelo doleiro Alberto Youssef em delação premiada na Operação Lava Jato, Henrique Alves é acusado de receber dinheiro desviado da Petrobras. Em dezembro, sua casa foi alvo de operação da Polícia Federal.
Romero Jucá é acusado de ter recebido propina também no esquema do petrolhão. A delação do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia deu origem a um inquérito que investiga o senador. Jucá teria pedido R$ 1,5 milhão em doações para as eleições de 2014 em Roraima, quando seu filho, Rodrigo Jucá, de 34 anos, foi candidato a vice-governador.
Geddel Vieira Lima é suspeito de negociar propina com a OAS. Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL) foi condenado em agosto de 2014 envolvido em um esquema de desvio de dinheiro destinado ao pagamento de merenda escolar em Alagoas, entre 2003 e 2005, quando era secretário de Educação do Estado. Todos negam as acusações.
Responsável pelo voto decisivo para saída de Dilma na Câmara, o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), que vai ocupar a pasta de Cidades, tem seu nome citado em uma lista de doações suspeitas feitas pela empreiteira Odebrecht. Na mesma situação está o deputado Ricardo Barros (PP-PR), novo ministro da Saúde.
fonte:






  • Estado americano declara pornografia como ‘problema de saúde pública...
  • ‘Grande terremoto': alerta de especialistas no Japão...
  • H1N1 já provocou 153 mortes no Brasil este ano
  • Investigações miram aliados de Michel Temer
  • Renan rejeita pedido de julgar Dilma e Temer juntos...
  • 62% dos brasileiros querem novas eleições presidenciais...
  • Mulher tenta impedir demolição de igreja e é enterrada v...iva
  • Liberdade religiosa ainda é um desafio em Cuba
  • Polícia investiga se Bolívia mandou ônibus para o ato politico...
  • Ministro da Justiça manda PF investigar compra de ...
  • ONU se diz ‘preocupada’ com tensão política no Brasil...
  • Senado tem maioria para afastar Dilma, mas faltam ...
  • Cunha pode ser afastado da presidência da Câmara
  • Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas...
  • Brasil deve R$ 3,2 bilhões a órgãos como ONU e OMS...
  • ‘Eu MORO com ele': esposa de Sérgio Moro cria página...
  • STF determina que Câmara dê continuidade a processo...
  • Investigação global revela contas de políticos e c...
  • Nenhum comentário:

    Postar um comentário