sexta-feira, 29 de abril de 2016

Raio atinge árvore e mata 12 vacas


Vacas estavam embaixo da árvore quando o raio caiu (Foto: Reprodução / TV TEM)








29/04/2016 16h54 - Atualizado em 29/04/2016 19h55

Raio atinge árvore e mata 12 vacas que se abrigavam da chuva

Maioria das vacas estava prenha no distrito de Talhado, em Rio Preto (SP). 
Proprietário calcula prejuízo de mais de R$ 30 mil.

Do G1 Rio Preto e Araçatuba
Doze vacas morreram depois de um raio atingir a árvore, onde elas estavam embaixo, na manhã desta sexta-feira 929), em uma propriedade rural do distrito de Talhado, em São José do Rio Preto(SP).
De acordo com o produtor Antonio Carlos Pinto, de 58 anos, dono da propriedade e dos animais, 10 das 12 vacas estavam prenhas e ele calcula um prejuízo de mais de R$ 30 mil. “Fiquei triste de ver porque é uma coisa que é lamentável, estavam todas prenhas, e tinha apenas duas novilhas. Elas iam dar cria daqui uns 20 dias. Estava chovendo um pouco e foram para a árvore se proteger, mas o raio caiu. Não imaginei que um raio ia atingir o gado”, afirma o produtor.
Há dois meses, o produtor já tinha perdido duas vacas, que estavam embaixo da mesma árvore, que foi atingida por outro raio. A área rural tem 30 hectares e havia 58 animais embaixo da mangueira, quando o raio caiu. "Acho que o jeito vai ser cortar a mangueira e tirar a árvore para não ter mais risco", diz.
fonte:G1




Filhas criam grupo no Whatsapp para planejar assalto ao próprio pai

Uma das conversas entre os suspeitos planejando o crime  (Foto: Reprodução / TV TEM)

Segundo a polícia, a quadrilha foi organizada pelas moças, uma de 21 anos e outra de 17. As principais provas foram encontradas nos celulares delas. De acordo com a polícia, tudo foi combinado entre as duas e os assaltantes por mensagens. Em uma delas, um dos criminosos diz que se o pai dela atirasse, ele iria atirar também. “A filha mais velha criou o grupo e era a administradora. Por meio de um amigo dela, ela chamou indivíduos com passagem pela polícia e foi combinado assalto na sua própria casa”, afirma o delegado Alessander Lopes.
A polícia acredita que o roubo foi planejado durante 40 dias e colocado em prática no fim do mês passado, no dia 27 de março. Os três homens entraram na casa do comerciante, levaram joias, dinheiro e armas. Para que ninguém desconfiasse do plano, também amarraram e ameaçaram as duas filhas da vítima.
Segundo as investigações, as jovens mandaram fotos do cofre onde o comerciante guardava R$ 15 mil e as joias. Elas também enviaram um mapa da casa, para facilitar a entrada dos assaltantes. Ainda de acordo com a polícia, na noite do crime a filha mais velha chegou a dopar os cães da família para que não fizessem barulho e ainda incentivou violência contra o pai. “Após ouvir um dos autores que confessou a prática e a participação, a orientação da filha era que agredisse o pai durante o assalto”, diz o delegado.
Suspeitas fizeram até um mapa da casa (Foto: Reprodução / TV TEM)Suspeitas fizeram até um mapa da casa
(Foto: Reprodução / TV TEM)
Durante o roubo o comerciante levou chutes e socos e várias coronhadas na cabeça. No dia do assalto estavam na casa o pai, as duas jovens que planejaram o crime,  e uma irmã delas de 14 anos. Segundo a polícia, as jovens disseram em depoimento que cometeram o crime porque o pai teria pego um dinheiro delas que estava numa poupança e não queria devolver. “A filha mais velha acabou confessando e noticiando todo o fato e dando nome aos demais coautores do roubo”, afirma Alessandre.
Cinco pessoas já foram presas, entre elas dois estudantes de direito. Os produtos foram recuperados pela polícia. Os assaltantes e a filha mais velha foram indiciados por roubo qualificado e corrupção de menor.
O inquérito vai ser encaminhado para a Justiça da Infância e Juventude por causa do envolvimento da menor. Segundo a polícia, o pai negou que tenha pego dinheiro das filhas. As investigações continuam e um suspeito está foragido.
Suspeito diz que se precisar vai atirar no pai  (Foto: Reprodução / TV TEM)Suspeito diz que se precisar vai atirar no pai (Foto: Reprodução / TV TEM)fonte:g1





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  • Primeira-dama de Minas Gerais é nomeada secretária de Estado, mesmo send o investigada

    O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a primeira-dama Carolina Oliveira Pimentel (Foto:  Pedro Ângelo/G1)Fernando Pimentel e a primeira-dama
    (Foto: Pedro Ângelo/G1)


    Deputados da oposição protocolaram, nesta sexta-feira (29), uma ação popular que pede a suspensão da nomeação da primeira-dama de Minas Gerais, Carolina de Oliveira Pereira Pimentel, como secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social. A nomeação, assinada pelo governador Fernando Pimentel (PT), foi publicada na edição desta quinta-feira do Diário Oficial do estado.

    Carolina e o petista são alvos da Operação Acrônimo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e irregularidades em campanhas eleitorais. A Polícia Federal (PF) investiga se a jornalista manteve uma empresa de fachada no Distrito Federal, usada pela organização do empresário Benedito de Oliveira.
    No pedido encaminhado à Justiça mineira, a oposição alega que a nomeação da primeira-dama configura “desvio de finalidade”. Ao assumir a secretaria, Carolina passa a ter foro privilegiado, o que, para os deputados da oposição, é uma tentativa de tentar obstruir o trabalho da Justiça e protelar o andamento do caso.
    Por causa do foro privilegiado do governador, o inquérito sobre operação corre em segredo de justiça no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). “Havendo desmembramento, ela [primeira-dama] terá que ser julgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais”, afirma o líder do bloco Verdade e Coerência, Gustavo Corrêa (DEM).

    A defesa de Carolina, entretanto, discorda do entendimento dos deputados. “Como o crime tem caráter federal, isso ficaria em Brasília de qualquer forma, porque, ainda que ela seja secretária, isso ficaria no Tribunal Regional Federal, que abrange Minas, fica em Brasília. Então ficaria em Brasília de qualquer maneira. A diferença seria em primeiro grau ou em segundo grau.", afirma o advogado Pierpaolo Bottini. Ele garantiu que não tem interesse em pedir o desmembramento do inquérito.

    A oposição ainda sustenta que o ato do governador viola o princípio da moralidade pública. Para o bloco Verdade e Coerência, “a nomeação de cônjuge para o cargo de secretária de Estado configura nepotismo, com base na Súmula Vinculante nº 13”.

    De acordo com a assessoria do Fórum Lafaytte, outras ações também foram encaminhadas à Justiça mineira, questionando a nomeação da mulher do governador. A primeira delas foi apresentada na tarde desta quinta-feira.
    Todos os pedidos deverão ser analisados pelo juiz Michel Curi, da 1ª Vara da Fazenda Pública, o que ainda não há prazo para ocorrer. O fórum não soube precisar o número de ações até o fim da tarde desta sexta-feira.

    Nesta quinta-feira, a oposição jáhavia protocolado junto à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de resolução com o mesmo objetivo da ação popular.

    Segundo o líder do governo na ALMG, deputado Durval Ângelo (PT), Carolina assumiu provisoriamente o cargo de secretária no lugar do deputado estadual André Quintão, do PT, chamado de volta a Assembleia para ajudar o governo na votação de uma reforma administrativa.

    Por meio de nota, o governo de Minas afirmou que Carolina vai permanecer na presidência do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), cargo que já ocupa, e não será remunerada pela nova função. Ainda segundo o governo, a mudança na secretaria já estava planejada e ocorre como parte da segunda fase de reorganização administrativa do estado. A assessoria informou que Carolina aguardava o retorno da licença-maternidade para assumir o cargo na secretaria.
    fonte:G1


    Exército dos EUA lança ciberataque contra o Estado Islâmico

     No início deste mês, o subsecretário da Defesa, Robert Work, relatou: “estamos lançando ciberbombas no EI”


    O Exército dos EUA está lançando ataques virtuais contra o grupo Estado Islâmico (EI) – informou o general americano Peter Gersten nesta terça-feira (26), no momento em que o Pentágono procura maneiras de acelerar a luta contra os extremistas.
    A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem bombardeado combatentes do EI no Iraque e na Síria desde agosto de 2014. Já há algum tempo oficiais americanos defendem a importância de usar técnicas cibernéticas, como sobrecarregar as redes do EI, para limitar as comunicações do grupo e sua capacidade de alcançar novos potenciais recrutas.
    “Agora começamos a usar nossas extraordinárias capacidades virtuais nessa luta contra o Daesh (acrônimo do EI em árabe)”, disse Gersten, referindo-se apenas a um esforço “altamente coordenado”, que tem sido “bastante efetivo”.
    Em fevereiro passado, o secretário americano da Defesa, Ashton Carter, e o chefe do Estado-Maior, general Joe Dunford, declararam que os EUA estão determinados a “acelerar” a campanha contra o EI e que a guerra eletrônica desempenharia um papel crescentemente importante nisso.
    No início deste mês, o subsecretário da Defesa, Robert Work, relatou: “estamos lançando ciberbombas no EI”.
    No domingo, o jornal ‘The New York Times’ publicou que o Cibercomando dos EUA fez “implantes” nas redes do EI e, através deles, será possível monitorar o comportamento do grupo, imitar e alterar as mensagens de seus comandantes. Com isso, seria possível direcionar os combatentes para áreas a serem atingidas por “drones”, ou por ataques aéreos.
    O Cibercomando é responsável por proteger as redes do Exército americano e algumas redes civis de ataques virtuais, além de mobilizar suas próprias estratégias de ofensiva virtual, se necessário.
    Até 2018, haverá mais de 6.000 especialistas técnicos militares e civis trabalhando em 133 equipes. Um desses times, com 65 pessoas, atua hoje no Oriente Médio e realiza operações virtuais contra as redes do EI.
    O almirante Michael Rogers, à frente do Cibercomando e da Agência de Segurança Nacional, deu uma breve declaração nesta terça.
    “Reconhecemos, publicamente, que estamos usando o virtual como outra ferramenta contra o Isil”, disse Rogers em uma conferência sobre cibersegurança na Georgetown University, referindo-se ao EI.
    “Quero que tenham consciência: vamos brigar com vocês no campo de batalha cinético. Vamos brigar com vocês com a dinâmica da informação. Estamos comprometidos com essa luta”, insistiu.

    Fonte: Correio Braziliense

    Desemprego aumenta 10,9%

    Taxa é a maior desde o início da série da Pnad Contínua, em 2012. Número de desocupados subiu quase 40% sobre mesmo trimestre de 2015
    Taxa é a maior desde o início da série da Pnad Contínua, em 2012. Número de desocupados subiu quase 40% sobre mesmo trimestre de 2015


     

    O desemprego ficou em 10,9% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa taxa é a maior desde o início histórica da Pnad Contínua, em 2012.
    No trimestre encerrado em dezembro, o índice havia chegado a 9% e no primeiro trimestre de 2015, bateu 7,9%.
    Segundo o IBGE, o aumento da taxa de desocupação ocorreu por causa da alta expressiva da desocupação, redução da ocupação e aumento da força de trabalho. “Está acelerando porque tem mais pessoas na população desocupada e menos pessoas na população ocupada. E isso está indo de forma bastante consistente ao longo dos últimos meses”, observou Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.
    A quantidade de pessoas desocupadas cresceu 22% em relação ao período outubro a dezembro e chegou a 11,1 milhões – o maior número de desocupados desde o início da Pnad Contínua. Já na comparação com o primeiro trimestre de 2015, a alta foi ainda maior, de 39,8%.
    Na outra ponta, a população ocupada, que somou 90,6 milhões de pessoas, recuou 1,7% sobre o trimestre encerrado em dezembro do ano passado e 1,5% sobre o período de janeiro a março de 2015. O número de pessoas empregadas com carteira assinada também caiu e chegou a 34,6 milhões. Sobre dezembro, a diminuição foi de 2,2% e sobre os primeiros três meses de 2015, de 4%.
    “A gente está voltando para meados de 2013 [o patamar] na população ocupada. A notícia é que caiu [no primeiro trimestre do ano em comparação com o trimestre anterior] além do que tem sido observado.”
    A maior redução partiu da indústria geral (-5,2% sobre dezembro), seguida pela construção (-4,8%) e pela administração pública (-1,9%). Sobre o trimestre de janeiro a março, houve alta do número de ocupados em transporte, armazenagem e correio (4,3%); serviços domésticos (4,3%) e alojamento e alimentação (4%), entre outros setores.
    Com a redução das ofertas de emprego, o número de pessoas que optaram por trabalhar por conta própria cresceu em ambas comparações. A alta foi de 1,2% sobre o trimestre de outubro a dezembro de 2015 e de 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2015.
    “Tem componente sazonal atuando de forma bastante efetiva, que é: as pessoas que foram contratadas temporariamente foram dispensadas. O índice de efetivação praticamente não ocorreu, ele foi suplantado pela dispensa. Foram 1,6 mil trabalhadores dispensados. A perda do quarto trimestre para o primeiro trimestre foi de 1,606 milhão, ou seja, foram dispensados além do que foram contratados no final do ano”, analisou Azeredo.
    Salário
    De acordo com o IBGE, o primeiro trimestre deste ano mostrou que o rendimento médio recebido pelos trabalhadores ficou R$ 1.966 – 3,2% abaixo do registrado no mesmo período de 2015. Já sobre o trimestre encerrado em dezembro, não houve variação.
    “O período atual foi mais agressivo em termos de dispensa, em termo de queda da qualidade do emprego gerando com isso uma busca maior pela ocupação. Quando cai emprego e cai renda, isso gera procura.”
    Frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2015, só subiu o rendimento dos trabalhadores domésticos: 2,3%. Já sobre o primeiro trimestre de 2015, houve redução dos ganhos para a categoria dos trabalhadores por conta própria: 3,9%.
    “Trabalho doméstico voltou a subir, que é outra forma de entrar no mercado, principalmente mulher de baixa renda e de pouca escolaridade. Ela tende a voltar ao mercado através do emprego doméstico”, analisou.

    Fonte: G1

    Dengue já é epidêmica

    Imagem: Divulgação

    Ao menos 12 Estados e o Distrito Federal já atingiram níveis epidêmicos de dengue neste ano, segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde. A alta de infectados  fez o País também entrar em situação de epidemia, quando o índice de incidência da doença ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes.
    Considerando dados de 1º de janeiro a 2 de abril, os últimos disponíveis, já são 802,4 mil registros de dengue no País, 13% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando 705,2 mil pessoas ficaram doentes. Com o volume de casos, o País chegou ao índice de 392,5 casos por 100 mil habitantes.
    A epidemia se instaurou com duas semanas de antecedência em comparação com o ano passado. Hoje, a taxa de incidência da doença ultrapassou esse nível na 13ª semana epidemiológica. Em 2015, isso havia ocorrido na 15ª semana.
    Entre os Estados, o que tem a situação mais preocupante é Minas, que já acumula 278 mil registros e índice de 1.332 casos por 100 mil habitantes. Só em Belo Horizonte, já foram notificadas 79,7 mil infecções, o que coloca a capital mineira como a cidade com a maior taxa de incidência da doença entre os municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes.
    Em seguida na lista de Estados com epidemia de dengue aparece o Rio Grande do Norte, com 857 casos por 100 mil habitantes.
    Fazem parte também da lista de unidades da federação com surto da doença Acre, Rondônia e Tocantins, na Região Norte; Paraíba e Pernambuco, no Nordeste; Espírito Santo, no Sudeste; Paraná, no Sul; Distrito Federal; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul e Goiás.
    Entre todos os Estados brasileiros, o que tem a menor taxa de incidência da doença é o Rio Grande do Sul, com 2.436 casos e índice de 21,7 registros por 100 mil habitantes.

    Fonte: Correio Braziliense

    João Santana vira réu na Lava Jato

    Imagem: Divulgação

     

    O juiz Sérgio Moro aceitou nesta sexta-feira (29) duas denúncias contra o publicitário João Santana e a mulher dele, Monica Moura. Além do casal, também virou réu o ex-presidente do Grupo Odebrecht Marcelo Odebrecht e outras 14 pessoas. Eles passam responder por crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro em mais dois processos da Operação Lava Jato.
    As ações têm origem na 23ª fase, batizada de Acarajé, que investigou pagamentos feitos ao marqueteiro de campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, e na 26ª, que apurou a suspeita de que empresa Odebrecht possuía um departamento responsável por fazer pagamentos de vantagens indevidas a servidores públicos.
    Esta é o terceiro processo a que Marcelo Odebrecht vai responder na primeira instância. Ele já foi condenado a 19 anos e quatro meses em uma das ações e recorre junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). O outro processo está em fase de indicação das testemunhas. Já João Santana passa a responder aos primeiros processos na primeira instância.
    De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, nas investigações da 23ª fase, João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, aparecem como suspeitos de receber dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras e do engenheiro Zwi Skornicki, apontado como um dos operadores do esquema na estatal.
    Para a Polícia Federal (PF), há indícios de que Santana recebeu US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. Zwi é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e, segundo o MPF, foi citado por delatores do esquema como elo de pagamentos de propina.
    Veja os réus dessa ação
    1) Zwi Skornicki – operador: organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro.
    2) João Santana – marqueteiro: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
    3) Mônica Moura – mulher de Santana: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
    4) João Ferraz – ex-diretor da Sete Brasil: organização criminosa, corrupção passiva.
    5) Pedro Barusco – ex-gerente da Petrobras: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
    6) Renato Duque – ex-diretor da Petrobras: corrupção passiva.
    7) João Vaccari Neto – ex-tesoureiro do PT: corrupção passiva, lavagem de dinheiro.
    8) Eduardo Musa – ex-gerente da Petrobras: organização criminosa, corrupção passiva.
    O dinheiro, conforme a denúncia, teve origem em contratos celebrados entre o estaleiro Keppel Fels e a Petrobras para a realização das plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58. Segundo a denúncia, houve pagamento de propina para Renato Duque e Pedro Barusco nesses contratos.
    A Keppel Fels também tinha contratos com a Sete Brasil, empresa criada para operar o pré-sal e tem a Petrobras entre as acionistas. Os contratos para construção de sondas entre a empresa e a Sete Brasil chegam a R$ 185 milhões.
    Segundo as investigações, um terço da propina paga nesses contratos foi dividida entre o ex-presidente da empresa, João Ferraz, e os ex-gerentes da Petrobras Pedro Barusco e Eduardo Musa. Os outros dois terços foram encaminhados ao então tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que solicitou que parte dos depósitos ficasse com João Santana e Monica Moura, segundo a denúncia.
    O MPF sustenta que as indicações e manutenções no cargo de Renato Duque, Pedro Barusco e João Ferraz eram concretizadas a partir da influência e poder político exercido pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
    O MPF pede que os suspeitos percam bens, no total de R$ 111,9 milhões, adquiridos com dinheiro ilícito. Os procuradores solicitaram também R$ 683,8 milhões, correspondentes a 0,9% do valor total dos seis contratos firmados com a Petrobras relativos ao fornecimento de sondas pelo estaleiro Brasfels, por intermédio da Sete Brasil, nos quais houve pagamento de propina a Renato Duque.
    Além desses valores, a denúncia quer ainda que seja arbitrado como dano mínimo a ser ressarcido à Petrobras o valor de R$ 1.591.446.023,02. O montante corresponde ao dobro dos valores totais de propina paga.
    Além dos pagamentos no exterior, planilhas apreendidas pela PF com uma funcionária da Odebrecht apontam que a empreiteira pagou R$ 22,5 milhões a alguém com o codinome “Feira”, entre outubro de 2014 e maio de 2015 – quando a Operação Lava Jato já havia sido deflagrada e em período que coincidiu com as eleições presidenciais de 2014.
    Para a investigação, o codinome era usado em referência ao casal. Deltan Dallagnol afirmou ainda que João Santana e Mônica Moura tinham conhecimento da origem espúria do dinheiro.
    “Esses valores que eram repassados à Mônica Moura e João Santana eram contados como uma parcela da propina que deveria ser paga ao Partido dos Trabalhadores, sim. A remessa dos valores era feita por orientação de João Vaccari, que era a pessoa que coordenava o repasse dos valores no interesse do Partido dos Trabalhadores”, acrescentou a procuradora Laura Tessler.
    Ao receber a denúncia, o juiz Sérgio Moro afirmou que as acusações devem ser melhor discutidas ao longo do processo, mas que há indícios de autoria e materialidade dos crimes apontados pelo MPF.
    “É certo que João Cerqueira de Santana Filho e Monica Regina Cunha Moura não são agentes públicos, mas se, como afirma a Acusação, receberam conscientemente recursos provenientes de acertos de propinas entre dirigentes da Petrobras e empresas fornecedoras da estatal, são passíveis de responsabilização por crime de corrupção passiva”, afirmou o juiz.

    Fonte: G1