sexta-feira, 18 de março de 2016

Neymar é considerado culpado por sonegação de imposto de renda

Corte da Receita Federal no Rio de Janeiro conclui que jogador omitiu ganhos de Santos, Barcelona e patrocinador, de acordo com informações da 'Folha de S. Paulo'
Corte da Receita Federal no Rio de Janeiro conclui que jogador omitiu ganhos de Santos, Barcelona e patrocinador, de acordo com informações da ‘Folha de S. Paulo’


Alvo de processo na Justiça espanhola, Neymar foi considerado culpado por sonegação de imposto de renda, conluio e fraude por uma corte administrativa da Receita Federal do Rio de Janeiro, de acordo com informações do jornal ‘Folha de S. Paulo’ nesta sexta-feira (18). A corte teria tomado a decisão no último dia 4 de março, concluindo que o brasileiro omitiu rendimentos pagos por Santos, Barcelona e a Nike, um de seus patrocinadores.
Neymar teria utilizado as empresas controladas por seu pai – Neymar Sport e Marketing, N&N Consultoria e N&N Administração de Bens – para não pagar pelo menos R$ 63,6 milhões de impostos entre 2012 e 2014. Por isso, o jogador será autuado a pagar R$ 188,8 milhões pelos impostos atrasados, com juros e multas. O brasileiro, porém, ainda pode entrar com recurso junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), em Brasília.
“Analisando-se os atos e negócios jurídicos levados a efeito pelo contribuinte, as três empresas mencionadas e seus sócios, é possível confirmar que foram praticados por eles negócios jurídicos simulados, fraudulentos”, escreveu a auditora fiscal Claudia Develly Montez, relatora do caso, de acordo com a ‘Folha’.
Os julgadores teriam considerado que houve simulação de contratos na transferência de seus direitos de imagem para algumas empresas – o que permitira o enquadramento em taxas mais baixas que o Imposto de Renda de pessoa física. Neymar repassou as receitas de seus direitos para a Neymar Sport e não recebeu nenhum repasse de volta, de acordo com suas declarações de imposto – o que foi considerado “inverossímil” pelos responsáveis pelo julgamento.

Fonte: GE

Nenhum comentário:

Postar um comentário