terça-feira, 1 de março de 2016

França confirma caso de zika por transmissão sexual

Imagem: Divulgação



Um primeiro caso de transmissão do vírus zika através do ato sexual foi constatado na França, em uma mulher contaminada por seu parceiro que havia viajado recentemente ao Brasil. A informação foi confirmada pela ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine e divulgada pelo site ‘RFI’. O caso de foi detectado há alguns dias, e a mulher não está grávida.
Segundo a ministra, o casal reside na região parisiense e a mulher se encontra bem. Uma fonte médica da agência AFP diz que a mulher apresentou os sintomas típicos da doença, mas não precisou ser hospitalizada. Este seria o primeiro caso francês de transmissão sem que a vítima tenha sido picada pelo mosquito Aedes, principal vetor da doença. Menos comum, a transmissão por via sexual havia sido verificada antes nos Estados Unidos, no início do mês.
 François Bourdillon, presidente do Instituto de Vigilância Sanitária, disse ao canal de TV BFM que o caso foi “fácil de ser detectado”. “A mulher não havia jamais viajado, e seu companheiro retornou do Brasil”, explicou. Marie-Claire Paty, coordenadora de transmissão de doenças do mesmo instituto, disse à agência ‘Reuters’ que o tempo entre a viagem do homem ao Brasil e a manifestação da doença foi “coerente com o período de incubação desta doença, entre três e 12 dias”.
Departamentos franceses atingidos
A ministra francesa recomendou o uso de preservativos às pessoas expostas à doença. O zika desperta atenção particularmente entre mulheres grávidas, já que o vírus é suspeito de ser o responsável pela malformação de recém-nascidos, com diversos casos de microcefalia. O mais frequente, no entanto, são sintomas benignos: erupções cutâneas com ou sem febre, cansaço, dores musculares e nas articulações, conjuntivite e dores de cabeça. Em 80% dos casos, os pacientes atingidos não desenvolvem nenhum destes sintomas.
A ministra francesa da Saúde está em viagem de cinco dias pelos três departamentos franceses mais atingidos pelo Zika, todos fora da Europa: Guadalupe, Martinica e Guiana, na fronteira com o Brasil, onde apenas as cidades do litoral são atingidas pela epidemia. Até 14 de fevereiro, eram 790 casos suspeitos.
A Martinica, também em epidemia, é o departamento francês mais atingido, com mais de 7.600 casos. A Guadalupe se encontra em fase “pré-epidêmica”, com 389 casos clinicamente comprovados.
Colômbia
No sábado (27), a Colômbia comunicou ter verificado 42.706 casos de pessoas infectadas pelo vírus zika, sendo que 7.653 deles em mulheres grávidas. Desde o início da epidemia, foram registrados 34.464 casos confirmados por clínicas, 1.612 confirmados por laboratórios e 6.630 casos suspeitos, segundo o mais recente boletim epidemiológico publicado pelo país.
O ministério da Saúde vinculou o zika com a morte de três portadores da síndrome de Guillain-Barré e prevê mais de 600.000 infectados pelo vírus este ano, além de centenas de casos de microcefalia se ocorrer o mesmo cenário vivido pelo Brasil, afetado com mais de um milhão e meio de casos.

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