terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Quase metade da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto,

O secretário nacional de saneamento ambiental, Paulo Ferreira, apresenta dados da pasta (Foto: Gabriel Luiz/G1)



O secretário nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, apresenta dados da pasta (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Balanço divulgado pelo Ministério das Cidades nesta terça-feira (14) aponta que 42,4% dos moradores de áreas urbanas do país não tinham acesso a rede de esgoto em 2014. Segundo o secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, a falta de recursos deve impedir o país de cumprir a meta de 93% da população conectada à rede de coleta até 2033.
"Tem que levar em conta que são metas ousadas”, afirmou o secretário. Segundo ele, as maiores dificuldades enfrentadas para permitir que o número seja alcançado é a de “disponibilidade de recurso” e a gestão de estados e municípios. “Às vezes tem municípios que têm dificuldade de gestão para fazer licitação ou obter licenciamento ambiental.”
Os dados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto também apontam que 6,8% da população não tinha acesso a água encanada em 2014. Segundo o levantamento, 2,4 milhões de habitantes urbanos ganharam acesso à rede de água entre 2013 e 2014.
No mesmo período, 3,5 milhões de moradores foram atendidos pela rede coletora de esgoto. A pasta também informou ter sido feito investimento de R$ 12,2 bilhões no setor, em todo o país, em 2014 – 16,7% mais do que no ano anterior.Ainda de acordo com o secretário Paulo Ferreira, foram concluídos 1,58 mil empreendimentos no setor em 2015. Os investimentos chegam a R$ 3,94 bilhões. Ele também afirmou terem sido iniciadas 141 obras de saneamento básico.
Os dados recebidos pelo ministério foram encaminhados por empresas e secretarias de estados e municípios. Eles são obrigados a repassar as informações sobre saneamento básico para o Ministério das Cidades se quiserem receber empréstimos do governo federal.
Aedes
Ferreira reconheceu que a falta de saneamento tem impacto em doenças como as propagadas pelo mosquito Aedes aegypti – dengue, chikungunya e vírus da zika, ligado à microcefalia.
“É claro que se você tiver uma população totalmente servida da parte de esgoto, a probabilidade de você ter um criadouro de vetor é muito menor do que se você tivesse um tratamento adequado”, afirmou.
fonte: G1


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