quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Papa condena a “exploração do trabalho” na capital têxtil da Itália

O Papa saúda a multidão de um balcão da catedral de Prato.© A. SOLARO (AFP) O Papa saúda a multidão de um balcão da catedral de Prato. Durante sua visita à cidade toscana de Prato, capital da indústria têxtil na Itália e símbolo da globalização, o papa Francisco se referiu à morte, em dezembro de 2013, de sete trabalhadores chineses durante o incêndio do galpão industrial no qual viviam e trabalhavam. “É uma tragédia da exploração e das condições de vida desumanas”, disse Jorge Mario Bergoglio. “A vida de cada comunidade exige que sejam combatidos até o final o câncer da corrupção e o veneno da ilegalidade”.






Diante de milhares de pessoas reunidas diante da Catedral, o Papa elogiou o esforço da comunidade de Prato em acolher dezenas de milhares de trabalhadores estrangeiros, principalmente de origem chinesa, que durante os últimos anos se estabeleceram na cidade. “Cada ser humano”, advertiu Bergoglio, “merece respeito, acolhida e um trabalho digno. Minha homenagem aos cinco homens e duas mulheres de cidadania chinesa que morreram por causa de um incêndio na zona industrial de Prato. Viviam e dormiam no mesmo galpão em que trabalhavam, amontoados em um pequeno dormitório construído com papelão, Isso não é trabalho digno!”

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