domingo, 15 de novembro de 2015

Grupo terrorista Estado Islâmico choca o mundo com crimes bárbaros

Estado Islâmico choca o mundo 
com série de crimes bárbaros (Reprodução/ Twitter/ الرقة تذبح بصمت)
 A brutalidade é marca registrada do Estado Islâmico. Um exército de terroristas que controla uma faixa vasta de território no Oriente Médio - e que tem como maior objetivo eliminar quem não pensa como eles.
Em junho de 2014, o mundo foi surpreendido com a notícia de que um grupo extremista havia ocupado Mosul, a segunda maior cidade do Iraque. Era o até então pouco conhecido Estado Islâmico.

Estado porque seu líder, Abu Bakr al- Bagdadi, declarou que as áreas que ocupava na Síria e no Iraque formavam agora um califado, um sistema de governo da época de Maomé, mais de 1,3 mil anos atrás.

Ao fazer uso de uma interpretação muito particular da religião, o Estado Islâmico prega um islamismo distorcido, ultrarradical e totalitário porque quer impor seu modo de pensar a todos os países do mundo. Se diferencia ao usar as redes sociais como nenhum outro grupo terrorista na história. Além de se comunicar em inglês e outras línguas estrangeiras para fazer propaganda e convocar militantes.

O integrantes do Estado Islâmico chocaram o mundo com uma sequência de crimes bárbaros: decapitaram jornalistas, funcionários de agências de ajuda humanitária, reféns estrangeiros e queimaram vivos prisioneiros. Perseguiram minorias religiosas e étnicas. Na primeira grande matança, assassinaram cinco mil homens da comunidade yasidi. As mulheres da comunidade foram estupradas e vendidas como escravas.

O Estado Islâmico é bem armado e age como um exército. As armas são compradas com dinheiro de sequestros, venda de petróleo nas áreas ocupadas e roubos a bancos.

“É bem provável que parte do debate do G-20 comece a se concentrar em como coibir o fluxo de dinheiro pros grupos terroristas de modo a garantir que esses terroristas percam a sua fonte de financiamento e, portanto, não consigam perpetrar ataques dessa magnitude como a gente viu emParis”, diz Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas-SP.

O conflito se internacionalizou. Dezenas de países formaram uma aliança para combater o Estado Islâmico, principalmente com bombardeios aéreos. Com isso, o Estado Islâmico perdeu 25% do território que chegou a dominar. Os serviços de inteligência americanos estima que o grupo tenha entre 20 mil e 32 mil combatentes. Mas eles dizem que são mais de 200 mil. São militantes extremistas de vários países que entraram no grupo como voluntários ou forçados.

O Estado Islâmico é difícil de ser combatido. Tanto nas áreas ocupadas no Oriente Médio, como quando pratica atentados terroristas como o da França.

“As estratégias utilizadas, o ataque que remete muito a táticas de guerrilha, de gente que está muito bem treinada nisto. É gente que passou por situações de combate, que sabe tomar um prédio, que sabe se defender contra a reação da polícia, sabe utilizar armas com precisão e mais ainda, além de fazer tudo isso, estão dispostos a morrer”, afirma Salem Nasser, professor de Direito Internacional da FGV-SP..

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