segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Cientistas dizem que calor vai tornar vida insuportável em região do planeta

Um estudo que envolveu cientistas de duas universidades americanas concluiu que uma região do planeta pode se tornar inabitável até o fim deste século.
A gente sempre ouve dizer que o ser humano consegue se adaptar a quase tudo: ao frio extremo, por exemplo. Ao calor exagerado que tem feito quase no mundo todo. Mas não é bem assim. O nosso corpo tem um limite. E a gente pode estar já bem perto de chegar ou ultrapassar esse limite.
E pra entender melhor o que os cientistas anunciaram nesta segunda-feira (26), a gente precisa saber antes como eles fizeram os cálculos.
Os pesquisadores não usaram a temperatura normal, essa da previsão do tempo. Mas a chamada temperatura de bulbo úmido, que leva em conta também a umidade do ar.
O homem e a maioria dos seres vivos podem, geralmente, suportar essa temperatura até os 35°C. Isso por um período de menos de seis horas.
Acima desse nível, o corpo até de pessoas jovens e saudáveis pode entrar em colapso e a morte é a consequência mais provável.
Trinta e cinco graus nem parece o fim do mundo, mas acontece que a "temperatura do bulbo", mesmo nas regiões mais quentes do planeta, dificilmente ultrapassa os 31°C.
Os cientistas pegaram como base do estudo uma das regiões mais quentes do planeta: o Golfo Pérsico. E consideraram que as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global continuem sem controle. O resultado é que, até o fim do século, as principais cidades da região vão enfrentar ondas de calor, acima dos 35°C, é o calor mortal.
Mas nem tudo é má notícia. Elfati Eltahir é um dos chefes da pesquisa. Ele diz que se todos realmente se esforçarem pra reduzir a emissão de gases, as mudanças no clima não serão tão severas. Temos uma chance. Mas não podemos ficar de braços cruzados.
fonte:G1
 

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