sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Dados da Nasa mostram que seca no Brasil é pior do que se pensava

Toronto, Canadá (Thomson Reuters Foundation) - Novos dados de satélite mostram que a seca no Brasil é pior do que se pensava, com o Sudeste perdendo 56 trilhões de litros de água em cada um dos últimos três anos, disse um cientista da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) nesta sexta-feira.
A pior seca do país nos últimos 35 anos também tem levado o Nordeste brasileiro, região maior, mas menos povoada, a perder 49 trilhões de litros de água a cada ano nos últimos três anos, comparando com os níveis normais, afirmou o hidrólogo da Nasa, Augusto Getirana.
Os brasileiros estão bastante conscientes da seca, dado o racionamento de água, blecautes e reservatórios vazios em partes do país, mas esse é o primeiro estudo que documenta exatamente a quantidade de água que tem desaparecido dos lençóis de água e reservatórios, disse Getirana.
"É muito maior do que eu imaginava", disse Getirana à Thomson Reuters Foundation. "Com as mudanças climáticas, isso vai acontecer com mais e mais frequência."
O sistema da Cantareira, que fornece água para 8,8 milhões de moradores de São Paulo, tinha, por exemplo, menos de 11 por cento da sua capacidade no ano passado, segundo autoridades locais.
Vista parcial do sistema Cantareira em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, em janeiro© REUTERS/Roosevelt Cassio Vista parcial do sistema Cantareira em Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, em janeiro
A pesquisa de Getirana, publicada nesta semana no Journal of Hydrometeorology, tem como base 13 anos de informações dos satélites Recuperação da Gravidade e Experimento Climático (Grace, na sigla em inglês) da Nasa, que circulam a Terra detectando mudanças no campo de gravidade causadas pelos movimentos da água no planeta.
O país não tem uma falta de água absoluta, afirmou o pesquisador. O problema é que as regiões muito povoadas, particularmente o Sudeste, dependem de aquíferos e reservatórios locais, que não estão sendo reabastecidos devido à seca.
Teoricamente, a água pode ser transportada de outras partes do país para cidades afetadas, disse ele, mas os custos financeiros e logísticos seriam enormes.
As novas informações de satélite devem representar um chamado de alerta para os políticos gerenciarem melhor a água e atuarem em relação às mudanças climáticas para lidar com a crise, declarou Getirana.
Os dados não permitem que os pesquisadores façam previsões de quanto tempo a seca vai durar, disse ele, acrescentando que os níveis de água continuaram a cair nos últimos meses.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Estação espacial internacional tem bactéria mortal a bordo


<p>A descoberta por parte dos cientistas da Nasa irá levar a um regime de limpeza mais rígido.</p>© Fornecido por Notícias ao minuto

De acordo com o Mirror, os astronautas que estão na estação espacial internacional foram avisados de que a ISS está infestada com germes e bactérias.
Análises das amostras de pó mostraram que a bactéria presente na estação pode causar irritações na pele. A descoberta por parte dos cientistas da NASA irá levar a um regime de limpeza mais rígido a bordo da estação espacial.
Também dentro do ISS está uma bactéria que pode causar a doença mortal difteria. O teste só foi capaz de descobrir o gene da bactéria, não tendo sido capaz de especificar a que ‘família’ pertence.
fonte:msn



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  • segunda-feira, 26 de outubro de 2015

    Cientistas dizem que calor vai tornar vida insuportável em região do planeta

    Um estudo que envolveu cientistas de duas universidades americanas concluiu que uma região do planeta pode se tornar inabitável até o fim deste século.
    A gente sempre ouve dizer que o ser humano consegue se adaptar a quase tudo: ao frio extremo, por exemplo. Ao calor exagerado que tem feito quase no mundo todo. Mas não é bem assim. O nosso corpo tem um limite. E a gente pode estar já bem perto de chegar ou ultrapassar esse limite.
    E pra entender melhor o que os cientistas anunciaram nesta segunda-feira (26), a gente precisa saber antes como eles fizeram os cálculos.
    Os pesquisadores não usaram a temperatura normal, essa da previsão do tempo. Mas a chamada temperatura de bulbo úmido, que leva em conta também a umidade do ar.
    O homem e a maioria dos seres vivos podem, geralmente, suportar essa temperatura até os 35°C. Isso por um período de menos de seis horas.
    Acima desse nível, o corpo até de pessoas jovens e saudáveis pode entrar em colapso e a morte é a consequência mais provável.
    Trinta e cinco graus nem parece o fim do mundo, mas acontece que a "temperatura do bulbo", mesmo nas regiões mais quentes do planeta, dificilmente ultrapassa os 31°C.
    Os cientistas pegaram como base do estudo uma das regiões mais quentes do planeta: o Golfo Pérsico. E consideraram que as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global continuem sem controle. O resultado é que, até o fim do século, as principais cidades da região vão enfrentar ondas de calor, acima dos 35°C, é o calor mortal.
    Mas nem tudo é má notícia. Elfati Eltahir é um dos chefes da pesquisa. Ele diz que se todos realmente se esforçarem pra reduzir a emissão de gases, as mudanças no clima não serão tão severas. Temos uma chance. Mas não podemos ficar de braços cruzados.
    fonte:G1
     

    Flórida tem 300 ursos negros mortos

    Um urso negro é visto no Sequoia National Park, na Califórnia, em 9 de outubro de 2009. A temporada de caça a animais da espécie na Flórida durou apenas 48 horas este ano (Foto: AFP Photo/Mark Ralston/Files)Um urso negro é visto no Sequoia National Park, na Califórnia, em 9 de outubro de 2009. A temporada de caça a animais da espécie na Flórida durou apenas 48 horas este ano (Foto: AFP Photo/Mark Ralston/Files)
    A temporada de caça para os ursos pretos, que foi reaberta há 21 anos em meio a uma polêmica na Flórida (sudeste dos Estados Unidos), terminou em apenas 48 horas com a morte de 300 animais, informaram as autoridades locais.
    "A caça de ursos 2015 terminou oficialmente", anunciou neste domingo (25) à noite a Comissão de Conservação da Fauna da Flórida (FWC, em inglês) em comunicado.
    Os caçadores se aproximaram da cota estabelecida de 320 exemplares, para uma população de ursos estimada em 3 mil no estado, muito mais rápido do que os sete dias previstos inicialmente pela FWC.
    A reserva dos caçadores - provenientes principalmente do norte do estado - "ajudará a estabilizar o crescimento da população e, também, manter um número adequado de ursos", prosseguiu a FWC.
    Mas os defensores dos animais criticaram que a temporada de caça foi ativada precocemente. A caça foi aprovada apenas três anos após o estado retirar o urso preto da lista de espécies em perigo.
    Ao todo, 3.778 caçadores tentaram a sorte para comprar licenças para a prática: foram arrecadados US$ 376.900. O dinheiro será revertido sobretudo na melhoria da gestão dos resíduos, que significam um problema porque atraem os grandes mamíferos para as zonas povoadas.
    A caça de ursos, que foi proibida em 1994, limitou-se este ano em uma presa por caçador e a condição de que o exemplar pese mais de 45kg, com a ideia de proteger os filhotes.
    Há ursos em 41 dos 50 estados dos Estados Unidos. Em 33 deles, onde a caça é permitida, a população é estável ou aumenta, garantiu a FWC.
    fonte:G1

    Terremoto com epicentro no Afeganistão atinge o sul da Ásia

    Um homem carrega um menino ferido até o hospital Lady Reading em Peshwar, no Paquistão, após forte terremoto na região (Foto: Mohammad Sajjad/AP)







    Homem carrega um menino ferido até o hospital Lady Reading em Peshwar, no Paquistão, após forte terremoto na região (Foto: Mohammad Sajjad/AP)
    Mais de 200 pessoas morreram nos países afetados, segundo balanço divulgado pelas autoridades, informa a agência Reuters. O número de mortos ainda pode aumentar nos próximos dias porque as comunicações foram afetadas em grande parte da cordilheira Hindu Kush.
    O tremor, que durou quase um minuto, sacudiu edifícios de Cabul, Nova Délhi e Islamabad e provocou pânico entre os moradores. A região é montanhosa e pouco habitada.Um terremoto de 7,5 de magnitude atingiu o norte do Afeganistão nesta segunda-feira (26) e também foi sentido no Paquistão e em todo o norte da Índia.
    12 meninas morreram em um tumulto ao tentar escapar de uma escola na cidade afegã de Taloqan, no norte, de acordo com autoridades.
    "Elas caíram nos pés de outros estudantes", disse Abdul Razaq Zinda, chefe provincial da agência nacional afegã de gestão de desastres, que relatou danos grandes em Takhar.
    Mil feridos no Paquistão
    Já no Paquistão, o chefe da agência de gestão de desastres da região de Khyber Pakhtunkhwa, Amer Afaq, disse que o número de mortos chegou a 167, e o porta-voz das Forças Armadas, general Asim Bajwa, afirmou que cerca de mil pessoas ficaram feridas.O epicentro do tremor foi localizado perto de Jurm, na região de Hindu Kush, a 250 km da capital afegã, Cabul, e a uma profundidade de 213,5 km, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
    Inicialmente, a magnitude do tremor foi avaliada em 7,7 e revisada posteriormente pelo serviço para 7,5.
    De acordo com os primeiros relatórios, o terremoto aconteceu às 13h30 do horário local (7h em Brasília).

    Prédios também tremeram na capital indiana, Nova Délhi, levando os funcionários dos escritórios a correr para as ruas. Nenhuma morte foi registrada na Índia.Este terremoto foi o de maior intensidade no sul da Ásia, área de alta atividade sísmica, desde que um tremor atingiu o Nepal em 25 de abril.
    De magnitude 7,8, o fenômeno deixou cerca de 9 mil mortos e destruiu ou danificou 900 mil casas.
    Essa região montanhosa é sismicamente ativa e as movimentações tectônicas no subcontinente indiano podem causar enorme e destrutiva liberação de energia.
    Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu no norte do Paquistão pouco mais de uma década atrás, em 8 de outubro de 2005, e matou cerca de 75 mil pessoas.
    fonte:G1

    Um pedaço misterioso de lixo espacial está em rota de colisão com a Terra

    Um aglomerado de detritos que orbitava a Terra muito além da Lua está voltando para casa em 13 de novembro, segundo astrônomos. O WT1190F tem entre um a dois metros de comprimento e é provavelmente oco, mas além disso, não temos ideia do que é esse lixo espacial.
    Existem milhares de pedaços de lixo espacial em órbita próxima à Terra, incluindo fragmentos de satélite, estágios de foguetes, painéis velhos; no entanto, temos apenas cerca de 20 objetos artificiais sendo rastreados em órbitas distantes. O WT1190F, com uma órbita altamente elíptica, está a uma distância duas vezes maior que Terra e Lua.
    © Reprodução
    O WT1190F vai queimar parcial ou totalmente em órbita por volta das 4h19 (horário de verão) em 13 de novembro. Quaisquer fragmentos remanescentes devem se espalhar pelo Oceano Índico ao sul do Sri Lanka - quem estava planejando uma viagem de pesca por lá provavelmente terá que remarcar.
    1489544446972873387© Fornecido por Gizmodo 1489544446972873387
    O evento vai passar despercebido para grande parte do mundo, mas os astrônomos que rastreiam objetos próximos da Terra estão confusos com ele.
    Um pedaço de lixo espacial em rota de colisão com a Terra aparece como um ponto brilhante no centro do GIF abaixo. Crédito da imagem: B. Bolin, R. Jedicke, M. Micheli
    Foto: pôr do sol sobre o Oceano Pacífico visto da ISS (NASA)

    Como é o asteroide que está se aproximando da Terra

     Nasa estuda formas de desviar asteroides; corremos, a cada 100 mil anos, o risco de ser atingidos  (Foto: BBC)Nasa estuda formas de desviar asteroides; corremos, a cada 100 mil anos, o risco de ser atingidos (Foto: BBC)
    O Dia das Bruxas, data bastante popular nos países de língua inglesa, está chegando. E, a exemplo dessa celebração em que crianças se disfarçam para pedir doces, se aproxima também o momento da visita da "Grande Abóbora".
    Não se trata, porém, de mais um personagem dessa festa pagã de origem celta, mas sim de um asteroide gigantesco que, segundo a Nasa(agência espacial americana) descobriu recentemente, passará relativamente perto da Terra às 19h05 (horário de Brasília) de 31 de outubro.
    Conhecido tecnicamente como TB145, esse objeto tem uma largura aproximada de 400 metros. Isso faz com que ele seja 20 vezes maior que o meteorito que explodiu sobre o céu de Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, destruindo centenas de janelas e deixando mais de mil feridos por causa de seus detritos.
    Sua velocidade também é maior: enquanto o meteorito entrou na atmosfera a uma velocidade de 19 km por segundo, a "Grande Abóbora" se movimenta a 35 km/s.
    No entanto, o asteroide felizmente passará a uma distância que, se é bem próxima em termos espaciais, é considerada segura para o nosso planeta.
    Oportunidade
    Quando estiver mais perto, o TB145 estará a 480 mil quilômetros da Terra. Isso representa 1,3 vez a distância entre a Lua e a Terra.
    O asteroide não será visto facilmente. "Será preciso ao menos um pequeno telescópio para vê-lo", afirmou Paul Chodas, diretor do Centro para Estudo dos Objetos Próximos da Terra do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
    Para a agência espacial americana, essa será uma excelente oportunidade para estudar o asteroide. A próxima vez em que um objeto tão grande passará tão perto do nosso planeta deve ser apenas em agosto de 2027.
     Em fevereiro de 2013, meteorito assustou cidade russa; detritos feriram mais de mil pessoas  (Foto: BBC)Em fevereiro de 2013, meteorito assustou cidade russa; detritos feriram mais de mil pessoas (Foto: BBC)
    A Nasa planeja obter imagens de radar para analisar sua superfície e para detectar se ele está ou não acompanhado de uma lua, o que pode apontar pistas sobre sua massa e densidade.
    "A influência gravitacional do TB145 é tão pequena que não terá efeitos detectáveis na Lua, nas placas tectônicas ou nas marés da Terra", explicou a Nasa em um comunicado.
    Consequências catastróficas
    Felizmente, a "Grande Abóbora" passará rapidamente pelo céu, cumprindo sua órbita.
    No entanto, não haveria tempo hábil para evitar uma colisão se a Terra estivesse em seu caminho. "Um asteroide deste tamanho é muito difícil de desviar com um alerta de apenas 20 dias", afirmou Chodas à revista Popular Science.
    Em caso de um choque com a Terra, um pedaço gigante de rocha ou gelo como o TB145 poderia causar uma devastação catastrófica, avaliou o pesquisador.
    Cientistas estão trabalhando atualmente em planos para desviar e destruir esse tipo de objeto – nosso planeta é alvo do impacto de asteroides medianos a cada 100 mil anos, em média.
    A Nasa assegura que não temos com o que nos preocupar. Ao menos desta vez.

    sexta-feira, 23 de outubro de 2015

    Furacão 'nuclear' pode chegar ao México

    Furacão que se dirige à costa do México é o mais forte já registrado no Pacífico e no Atlântico (Foto: AFP Photo/Handout)Furacão que se dirige à costa do México é o mais forte já registrado no Pacífico e no Atlântico (Foto: AFP Photo/Handout)

    Em uma transformação classificada de "histórica", o furacão Patricia passou, em algumas horas, de tempestade tropical a um monstruoso furacão de categoria 5 – a máxima na escala Saffir-Simpson –, cuja intensidade já está sendo comparada a uma "detonação nuclear".
    "É uma proeza extraordinária. Na era dos satélites, só o (furacão) Linda, em 1997, se intensificou neste ritmo", disse o Centro Nacional de Furacões nos Estados Unidos.
    De acordo com o CNH, o furacão que se dirige à costa do Pacífico no México com ventos de até 325 km/h é o mais forte já registrado no Pacífico e no Atlântico. O Centro afirmou que a intensidade do furacão pode ser equiparável à de uma bomba atômica.
    "Isso é muito, muito, muito forte", disse A Organização Meteorológica Mundial (OMM).
    O evento também está sendo comparado ao tufão Haiyan, outro de categoria 5, que devastou parte das Filipinas em 2013, matando mais de 6 mil pessoas.
    Patricia se desloca para a costa mexicana a uma velocidade de cerca de 17 km/h e se espera que chegue ao solo na tarde ou na noite desta sexta-feira, com ventos e chuvas potencialmente destrutivos.
    O sistema deve chegar ao Estado mexicano de Jalisco, em uma zona que inclui o centro turístico de Puerto Vallarta. Além deste, os Estados de Colima e Nayarit também já declararam estado de emergência.
    Evolução
    A rápida evolução de Patricia surpreendeu especialistas. Nas primeiras horas da quinta-feira, a Unidade de Proteção Civil do Estado de Guerrero, na costa do Pacífico, identificou Patricia como uma tempestade tropical.
    Duas horas mais tarde, o sistema evoluiu para furacão de categoria 1 na escala Saffir-Simpson e foi localizado a cerca de 400 km da costa central, entre os Estados de Guerrero e Michoacán.
    Ao meio-dia, hora local, o Serviço Meteorológico Nacional do México informou que a tempestade havia subido para categoria 4 e se deslocava a 28 km/h, "muito maior do que os ciclones com estas mesmas características", afirmou.
    O órgão projetou que, nas duas horas seguintes, Patricia chegaria à categoria 5. A projeção se cumpriu quando o furacão estava a 360 km da costa dos Estados de Colima e Jalisco.
    Meteorologistas usam a escala Saffir-Simpson para categorizar furacões de acordo com sua velocidade constante de vento – eles medem os vendavais duradouros ao invés das rajadas mais bruscas, que podem ser ainda mais fortes.
    Segundo este sistema, um furacão de categoria 1 tem ventos de 119 a 153 km/h e um de categoria 5, acima de 252 km/h.
    "O ritmo de intensificação da tempestade em um dia é nada menos que histórico. No processo, Patricia passou de um conglomerado de tempestades elétricas pouco organizadas a um dos sistemas mais fortes e perversos do planeta", disse o CNH americano.
    'Olho dentro do olho'
    O Centro diz ainda que o furacão pode ficar ainda mais forte nesta sexta-feira antes de chegar ao solo, "porque imagens recentes mostram indícios de que está se desenvolvendo uma parede concêntrica do olho", ou seja, "um olho dentro do olho do furacão (região do centro da tempestade, onde as condições são mais amenas)".
    Este é o chamado "ciclo de substituição da parede do olho" do furacão, um evento que ocorre nos ciclones mais intensos, das categorias 4 e 5, e pode fazê-los ficar ainda mais fortes.
    Segundo a OMM, os ventos já estão tão fortes que poderiam levantar um avião e mantê-lo voando. Autoridades já alertam para a destruição de casas e carros sendo jogados para o ar. Além do vento, espera-se tempestades costeiras, chuva forte e risco de desabamentos e enchentes.
    Cerca de 400 mil pessoas vivem em áreas vulneráveis, de acordo com o Fundo Nacional de Desastres do México.
    O presidente Enrique Peña Nieto, no entanto, disse que o governo esteve "envolvido e muito atento" ao desenvolvimento do furacão, e já disponibilizou abrigos para milhares de pessoas. Escolas e lojas foram fechadas e a evacuação de outros locais já está em curso.
    Também existe a possibilidade de que o furacão se enfraqueça antes de tocar o solo, porque pode enfrentar uma mudança de velocidade do vento e absorver ar seco do continente, de acordo com o CNH. E, uma vez em solo, pode perder força rapidamente por causa do terreno montanhoso que encontrará no México.
    El Niño
    Esta temporada de furacões no Pacífico é a mais ativa já registrada, com 15 registrados até o momento, mas especialistas pedem cautela ao associar este evento ao fenômeno El Niño.
    Neste momento, o Oceano Pacífico está passando pelo por uma das ocorrências mais fortes do El Niño desde 1950. O evento se caracteriza por um aquecimento das águas e provoca estragos na região devido às fortes chuvas.
    Em setembro do ano passado, a Organização Meteorológica Mundial advertiu que o El Niño se intensificaria a partir de outubro deste ano. A OMM projetava que as temperaturas do Pacífico aumentariam 2ºC além do normal, e especialistas acreditam que estas condições provocaram um aumento nos sistemas de tempestades do Pacífico.
    O aquecimento global também poderia ter um papel na intensidade que as tempestades estão adquirindo. As temperaturas oceânicas do hemisfério norte alcançaram as temperaturas mais altas de que se têm registro, de 1,4ºC acima da média.
    Em agosto passado, quando começou o El Niño, se produziram três furacões simultâneos no Pacífico, os três de categoria 3.
    Furacões, ciclones e tufões (Foto: BBC)Furacões, ciclones e tufões (Foto: BBC)
    Furacões, tufões e ciclones descrevem o mesmo fenômeno climático, mas recebem nomes diferentes a depender do lugar do mundo onde se formam.
    Os furacões, como Patricia, se formam à leste da Linha Internacional de Data. Tufões e ciclones e formam ao oeste da mesma.