quarta-feira, 29 de julho de 2015

Para FBI, Estado Islâmico já é uma ameça maior que al-Qaeda

 Imagem: Divulgação

 
 
O Estado Islâmico, com seus esforços para incentivar americanos à violência, representa uma maior ameaça aos Estados Unidos do que a al-Qaeda, disse o diretor do FBI nesta quarta-feira (22). Em uma audiência no Fórum de Segurança em Aspen, Colorado, James Comey afirmou que os extremistas têm influenciado um número significativo de cidadãos do país, abordando alvos que o grupo de Osama bin Laden não tinha interesse, como pessoas instáveis e usuário de drogas.
“Eu me preocupo muito com o que não posso ver”, disse Comey, destacando que os recrutadores extremistas usam softwares criptografados para evitar espionagem americana. “O Estado Islâmico não é como seus pais da al-Qaeda. É um modelo muito diferente. E devido a esse modelo, é atualmente a ameaça que mais nos preocupa”.
A ampla campanha dos jihadistas nas redes sociais, que já dura um ano, é um dos pontos de preocupação das autoridades americanas. Contas ligadas ao grupo no Twitter têm mais de 21 mil seguidores só de língua inglesa, e milhares deles podem ser residentes nos EUA. Segundo Comey, os extremistas não só incitam os simpatizantes a viajarem ao Iraque e à Síria, mas também a matarem pessoas onde elas estiverem.
Nas últimas oito semanas, o FBI prendeu um número significativo de pessoas radicalizadas, informou o diretor sem especificar a quantia. Também sem detalhes, ele já havia apontado anteriormente que várias pessoas que planejavam ataques relacionados com o feriado de 4 de julho tinham sido detidas.
Em todo o país, o departamento de polícia possui centenas de inquéritos pendentes sobre supostos extremistas. Além disso, o governo monitora dezenas de americanos, com idades entre 18 e 62 anos, que viajaram à Síria ou ao Iraque para lutar nas fileiras do grupo Estado Islâmico, que proclamaram um califado em parte dos dois países.
fonte: O Globo
 

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