quinta-feira, 2 de abril de 2015

grupo terrorista invade universidade para matar cristãos

Imagem: Divulgação

 O governo queniano confirmou o fim do ataque do grupo terrorista al-Shabaab à Universidade de Garissa, no Nordeste do Quênia. O atentado, que se estendeu por cerca de 15 horas, deixou 147 mortos, e pelo menos 79 feridos.

O grupo islâmico somali afirmou que a ação é uma vingança contra a intervenção de tropas quenianas na Somália, e anunciou que mantém cristãos como reféns. Um terrorista suspeito foi preso e 82 somalis que teriam conexão com o grupo foram detidos, segundo as autoridades. Outros quatro foram mortos. 587 estudantes foram resgatados da universidade.
Estudantes que conseguiram escapar contaram que os terroristas entraram no alojamento e iam de quarto em quarto perguntando quem era cristão e quem era muçulmano.
“Se você era cristão, atiravam em você. A cada tiro pensei que fosse morrer”, contou Collins Wetangula, que foi resgatado por agentes que entraram por uma janela.
Em outro comunicado, o grupo aponta a universidade como uma “ideologia desviante”. “A Universidade de Garissa é origem de atividades missionárias e espalha ideologias erradas entre os muçulmanos do Quênia”.
O presidente Uhuru Kenyatta pediu, em comunicado, que o país fique calmo e anunciou a convocação de dez mil recrutas da polícia para treinamento. “Sofremos desnecessariamente devido à falta de pessoal na segurança. Quênia precisa de forças adicionais, e não vou deixar a nação esperando”, disse em nota.
O grupo militante islâmico somali, ligado à al-Qaeda, realizou vários atentados em Garissa e no Quênia no passado, incluindo o ataque a um shopping na capital, Nairóbi, em 2013. Ligada à rede al-Qaeda, a organização prometeu punir o Quênia pelo envio de tropas à Somália a fim de se unir às forças de paz da União Africana para combater os extremistas.
 Fonte: O Globo

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