segunda-feira, 23 de março de 2015

Chinês morre por ‘excesso de trabalho’


 Tian Fulei, um trabalhador de 26 anos que montava iPhones em uma fábrica chinesa da Apple morreu supostamente por excesso de trabalho. De acordo com a família, ele chegava a trabalhar até 12 horas por dia, sete dias por semana.
Ele foi encontrado morto no dia 3 de fevereiro, no dormitório que dividia com outros funcionários da fábrica em Pegatron, uma das maiores da Apple, embora a fábrica negue que o trabalho tenha qualquer relação com a morte do funcionário.
Segundo o Mail Online, a fábrica prometeu à família de Tian uma indenização equivalente a R$ 7.400, que acabou sendo elevada para R$ 39.800 após negociações. “A explicação da empresa foi que ele não foi trabalhar naquele dia porque disse que estava com um resfriado e ficaria descansando no dormitório”, disse a irmã da vítima para o Mail Online. Ela também afirmou que a Pegatron não a permitiu que guardasse uma cópia do documento com a carga horária de trabalho de Fulei.
O salário fixo de Fulei era de 1.800 yuans, o equivalente a R$ 895. Entretanto, ele fazia horas extras para conseguir arcar com as despesas de seu casamento, que estava marcado para maio deste ano.
As leis chinesas determinam que operários de uma fábrica podem fazer até no máximo 36 horas extras ao mês, enquanto a política interna da Apple proíbe mais de 60 horas de trabalho por semana – exceto em casos de “emergência” ou circunstâncias “incomuns”.
Entretanto, um relatório da ONG CLW (China Labor Watch) afirma que os trabalhadores das fábricas de Pegatron trabalharam mais de 60 horas semanais em setembro, outubro e novembro de 2014, além de que os funcionários da indústria fizeram em média 95 horas extras em novembro.
Em entrevista ao Mail Online, Kevin Slaten, coordenador da CLW, afirma: “Existe uma quantidade tremenda de horas extras forçadas. A maioria é de 80-90 horas por mês, mas eu conheço quem já tenha trabalhado 200 horas por mês a mais”.
 Fonte: Infomoney

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