quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nível do Rio Paraíba do Sul cai pela metade e chega a apenas 3%

 Imagem: Divulgação

Em curva descendente dia após dia, o volume médio de água nos quatro principais reservatórios do Rio Paraíba do Sul, que abastece cerca de 15 milhões de pessoas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, chegou nesta terça-feira (9) ao patamar de 3%, o menor percentual histórico em 36 anos. Há um mês, era de 6%, o que significa que caiu pela metade. Se no próximo verão as chuvas teimarem em não aparecer, a Região Metropolitana do Rio deverá necessariamente lançar mão de um plano de contingência, alertam especialistas.
Entre essas medidas, estão o uso do volume morto do reservatório de Paraibuna — que fica no Vale do Paraíba paulista, a captação para abastecimento do reservatório de Ribeirão das Lajes, em Piraí, além de políticas de racionamento. Nesta terça-feira, gestores se reuniram no Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para discutir alternativas à crise, uma semana depois do anúncio do acordo para transposição que beneficia São Paulo. O encontro contou com representantes do governo do estado, da Agência Nacional de Águas (ANA), dos comitês de bacia e distribuidores de energia.
CEDAE descarta racionamento 
O volume morto é a parcela dos reservatórios concentrada abaixo da tomada d’água de hidrelétricas. Até hoje, essa porção sempre foi preservada, em toda a Bacia do Paraíba do Sul. Especialistas afirmam que a utilização dos volumes mortos para o abastecimento vai exigir testes de qualidade de água, uma vez que concentram mais poluentes e sedimentos. A ANA informou, por meio de sua assessoria, que não serão necessárias obras para a captação dos volumes mortos do Paraíba do Sul.
Além do volume morto de Paraibuna, outra alternativa para driblar a seca no Rio seria a utilização das reservas de Ribeirão das Lajes, em Piraí, reservatório operado pela Light. Com águas consideradas “de ótima qualidade” por especialistas, Lajes é tido como um reservatório estratégico, um escape que só deveria ser acionado em caso de extrema emergência. O reservatório dispunha de nível confortável nesta terça-feira: 71,9% de volume útil, pois é abastecido pelo Rio Piraí, um sistema paralelo.
O presidente da Cedae, Wagner Victer, voltou a negar nesta terça-feira a possibilidade de desabastecimento e racionamento de água na Região Metropolitana do Rio, que concentra 8,4 milhões de moradores e é abastecida pelo Paraíba.
Segundo a ANA, por enquanto o sistema Guandu continua recebendo mais de 110 metros cúbicos de água por segundo, o que garante o abastecimento.
Gestores acreditam que pancadas de chuva previstas para os próximos meses ajudarão os reservatórios. Mas há quase um consenso de que 2015 será um ano ainda mais complicado para o abastecimento no Sudeste.
Prefeituras do Médio Paraíba e do Norte Fluminense já manifestam preocupação com o agravamento da crise. Representantes da Comissão Ambiental Sul, uma entidade de defesa do meio ambiente com sede em Volta Redonda, criticam a proposta de transposição de parte do volume da Bacia do Paraíba do Sul para São Paulo.
“Vai faltar água no Rio. Em nosso estado não temos nenhuma alternativa. São Paulo tem várias. Achei estranho este acordo feito entre os governos paulista, fluminense e mineiro. A população não foi consultada”.
 Fonte: O Globo


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