sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Arrastão na Linha Vermelha, no Rio vira rotina


 Vítimas abandonaram os veículos e correram pela via. Ação durou cerca de 10 minutos; PM diz que reforçou policiamento
Vítimas abandonaram os veículos e correram pela via. Ação durou cerca de 10 minutos; PM diz que reforçou policiamento
Um arrastão assustou motoristas que trafegavam pela Linha Vermelha, na Zona Norte do Rio, na manhã desta sexta-feira (19). A via expressa é uma das principais da cidade, ligando a Baixada Fluminense à capital, além de ser acesso ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim e à rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo. Segundo motoristas, a ação de bandidos é comum na via.
Como mostrou o Bom Dia Brasil, as pessoas abandonaram os veículos na altura do Conjunto de Favelas da Maré e correram na contramão da via. Motociclistas também voltavam no sentido contrário.
Testemunhas ouvidas pela reportagem disseram que criminosos armados jogaram pedras e barras de ferro contra os carros para pararem o trânsito. Logo em seguida, os suspeitos fizeram os roubos. A ação, ainda de acordo com motoristas, durou cerca de 10 minutos. Eles disseram que os assaltos na via são constantes e lembraram que, na quinta-feira (18), criminosos praticaram assaltos no mesmo local.
A ação dos criminosas ocorreu a poucos metros do 22º BPM (Maré) que fica às margens da Linha Vermelha. Além disso, a via expressa é uma das que estão sob responsabilidade do Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE). Procurada pelo G1, a Polícia Militar informou apenas que o policiamento foi reforçado no local.
Até às 9h30, segundo a Polícia Civil, nenhum motorista havia registrado ocorrência na delegacia da área, a 21ª DP (Bonsucesso).
Insegurança na Maré
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pediu nesta quinta-feira (18) ao governo federal a prorrogação da permanência do Exército no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte. O pedido foi feito em Brasília, durante uma reunião com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardoso, e da Defesa, Celso Amorim.
O Conjunto de Favelas da Maré, formado por 15 comunidades, está ocupado pelo Exército desde 5 de abril quando foi dado início ao processo de pacificação.
No entanto, tiroteios são constantes na região apesar da presença dos militares. Em novembro deste ano, um cabo do Exércitomorreu após ser baleado na cabeçaenquanto fazia um patrulhamento no Conjunto de Favelas da Maré. Michel Augusto Mikami tinha 21 anos e era de Vinhedo, no interior de São Paulo.
 Fonte: Veja


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