quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ebola: EUA procuram 132 que pegaram avião com enfermeira infectada

 No estado do Alabama, país já prepara seus agentes no Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Anniston para um possível surto de Ebola em território americano
No estado do Alabama, país já prepara seus agentes no Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Anniston para um possível surto de Ebola em território americano
Autoridades americanas estão em busca das 132 pessoas que viajaram de avião com uma enfermeira do Texas um dia antes de ela ter apresentado sintomas do ebola.
A enfermeira, identificada como Amber Vinson, 29, que adoeceu na terça-feira (14), é o segundo caso de infecção pelo vírus do ebola no Estado do Texas, no sul dos Estados Unidos.
Tanto ela quanto a enfermeira Nina Pham, 26, trataram o liberiano Thomas Eric Duncan – que morreu de ebola em 8 de outubro – quando ele ficou internado em um hospital em Dallas e produziu “fluidos corporais extensivamente”, disse nesta quarta-feira (15) o diretor do CDC (órgão de controle de doenças dos EUA), Tom Frieden.
O CDC diz que quer entrevistar os passageiros do voo 1143 da Frontier Airlines, que foi de Cleveland (Ohio) a Dallas (Texas) em 13 de outubro, por causa da “proximidade de tempo entre o voo noturno e o relato do adoecimento (da enfermeira) na manhã seguinte”.
A enfermeira estava sendo monitorada para eventuais sintomas do ebola e, por isso, não deveria ter estado em um voo comercial, disse Frieden.
“Vamos assegurar, a partir de agora, que nenhum outro indivíduo sendo monitorado por exposição (ao ebola) viaje de forma não controlada”, afirmou.
Febre
Na manhã de 14 de outubro, Vinson ficou com febre e em questão de 90 minutos foi levada a uma área de isolamento.
Ela havia regressado de Ohio para Dallas na noite de segunda-feira e não tinha sintomas da doença, segundo disse a companhia aérea a investigadores do CDC.
Especialistas afirmam que pessoas que não têm sintomas não são contagiosas.
Ainda assim, os CDCs regionais dizem estar se preparando para eventuais novos casos de ebola nos EUA.
As autoridades locais afirmaram que estão monitorando 48 pessoas que tiveram contato com o liberiano e com os profissionais de saúde que cuidaram dele.
Mas representantes de sindicatos de enfermagem afirmam que os profissionais de saúde que trataram Thomas Eric Duncan não receberam a proteção adequada e tiveram parte de sua pele exposta.
Ao mesmo tempo, a representação da ONU para a crise do ebola afirmou nesta quarta que o mundo está atrasado na corrida para conter o vírus – que já matou mais de 4 mil pessoas na África Ocidental.
O presidente dos EUA, Barack Obama, e líderes europeus concordaram, também nesta quarta, em ampliar os esforços contra a epidemia, em meio a temores de que ela se espalhe.
A Casa Branca disse que Obama cobrou, em uma videoconferência com líderes da Grã-Bretanha, França, Alemanha e Itália, mais compromisso contra o ebola.
 Fonte: BBC Brasil

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