quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Caso de menino europeu levado de hospital abre dilema ético

 Imagem: Reprodução Facebook

O menino britânico Ashya King foi tirado pelos pais de um hospital no Reino Unido, onde recebia tratamento contra um câncer no cérebro e virou protagonista de um dilema ético que já atravessa fronteiras.
Na quinta-feira (28) Ashya, de 5 anos, foi retirado pelos pais, Brett e Naghemeh King, de um hospital de Portsmouth, no sul da Inglaterra, contrariando orientação médica.
Os pais alegam que o motivo seria a vontade de buscar um novo tipo de tratamento para o menino, chamado “protonterapia”, intervenção que usa feixe de prótons para combater células cancerosas. O NHS (National Health Service, o SUS britânico), por meio do qual o menino estava sendo tratado, não oferece esse tipo de procedimento.
No entanto, a polícia de Hampshire obteve, a pedido do hospital, um mandado de prisão internacional contra os pais do menino por “abandono de incapaz”, alegando que Ashya estava em tratamento contra a doença quando foi retirado do Reino Unido.
No último sábado, Brett e Naghemeh foram localizado e detidos em Málaga, onde o casal mantém um apartamento de veraneio. Segundo fontes próximas à família, eles queriam vender o apartamento na Espanha para custear o tratamento. Ouvidos por um tribunal espanhol, o casal recusou a aceitar a extradição para o Reino Unido, onde vive. Após a audiência, Brett e Naghemeh foram levados à prisão de Soto de Real, nos subúrbios de Madri.
Segundo um porta-voz da Crown Prosecution Service (CPS), órgão britânico equivalente ao Ministério Público, não há evidência suficiente para acusar os pais de Ashya por qualquer crime. Ele, no entanto, acrescentou que uma decisão só será tomada quando novas provas forem examinadas.
O menino foi colocado sob a tutela temporária do Estado por solicitação do hospital onde estava sendo tratado. A ordem será revisada na próxima quarta-feira (03).
Segundo reportagem da BBC no entanto, qualquer nova decisão sobre o destino de Ashya terá de ser aprovada por um tribunal.
A ordem também passa a responsabilizar as autoridades de Portsmouth pelo bem-estar do menino e poderá pedir seu retorno ao Reino Unido assim que seu estado de saúde se estabilizar. O governo britânico afirmou que a prioridade é que Ashya receba “o melhor tratamento médico”.
Um porta-voz do premiê David Cameron disse ser “compreensível” que os pais queiram o melhor para os seus filhos e que tal comportamento deveria ser levado em consideração pelas autoridades envolvidas no caso.
Já um porta-voz da polícia de Hampshire afirmou que agentes não interrogaram os Kings e não foram responsáveis pela prisão do casal. Segundo ele, as autoridades britânicas estavam lidando apenas com “os aspectos técnicos” do mandado de prisão.
 Fonte: Terra 
  • Boko Haram assassina cristãos no norte da Nigéria
  • Estado Islâmico sequestra menina cristã de três anos...
  • Política: 4 em cada 10 candidatos a governador responde a processo...
  • Ministra alerta para ‘fúria que ganha as ruas’
  • Câmara paga até canal pornô para deputados
  • Brasil lidera ranking de violência contra professores...
  • soldado do Exército é algemado à força por PMs de UPP no Rio de Janeiro ...
  • Libéria busca infectados por ebola que fugiram  ...
  • Casamento entre muçulmano e judia convertida reflete...
  • Artistas aderem ao desafio do balde de gelo ...
  • ‘Israel não vai mais existir se baixar suas armas’...
  •  
  • Nenhum comentário:

    Postar um comentário