sexta-feira, 18 de julho de 2014

Idoso preso por engano desabafa:"Me senti triste"

Zélio ficou preso um dia inteiro antes de ser liberado


No dia 5 deste mês, o motorista de ônibus aposentado Zélio Araújo da Costa, de 64 anos, acordou com policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) batendo na porta de sua casa, na Favela do Dique, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ao abrir a porta, a ordem de prisão: os agentes disseram ter um mandado de prisão contra ele, com acusação de embalar drogas para traficantes da comunidade. O documento, na verdade, era para outro homem. Cego de um olho e com dificuldades para enxergar com o outro, Zélio não conseguiu ler os dados no papel e desfazer o engano.
- Não tinha como dizer que não era eu que eles estava procurando. Então, fui com eles. Nesses casos, não adianta: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Como não devo nada a ninguém, sabia que o erro seria desfeito. Mas não posso deixar de dizer que me senti triste com a confusão - contou ele.
Segundo Zélio, os policiais o chamavam de Zeca e de Velho do Pó:
- Mas eu nunca tive esses apelidos. Também nunca tive problema com negócio de tóxico. Será que acharam que depois de velho eu ia entrar nessa?

O idoso, entre os presos na operação
O idoso, entre os presos na operação Foto: Polícia Civil / Divulgação

O aposentado foi levado para a sede da Dcod, na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio com outros 11 presos na Operação Liberdade. Ele passou um dia inteiro na delegacia. Foi apresentado aos jornalistas como traficante e fotografado junto com os outros presos.
- Aí meu filho aí foi lá e resolveu o problema. E me soltaram. Pediram desculpas, disseram que tinha sido um engano. Foi chato, mas acabou. Agora, só quero viver a minha velhice - disse Zélio.
Sobre uma ação judicial contra o Estado, ele disse que o filho está decidindo se entrará na Justiça:
- Por mim, não processo, não. É muito trabalho. E o dinheiro só vai sair depois que eu morrer
Erro admitido
O delegado-titular da Dcod, Márcio Mendonça, admitiu ter errado ao prender Zélio durante a Operação Liberdade. Zélio foi preso no lugar de José Carvalho da Silva, de 61 anos. O policial atribuiu o erro a coincidências.
— O José mora ao lado do Zélio e tem praticamente a mesma idade. Nas escutas, o traficante usava o celular da filha do Zélio, que foi namorada dele, e falava com sotaque nordestino do idoso. Na investigação, os agentes foram ao local descaracterizados e perguntaram pelo Zeca, os moradores apontaram Zélio. Mas, nós mesmos detectamos o engano. De imediato, acionei a Justiça e soltamos o Zélio antes de ele ir para a Polinter no dia da operação — disse o delegado.


Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/idoso-preso-por-engano-durante-operacao-da-policia-civil-desabafa-me-senti-triste-10722064.html#ixzz37rlmgCMX



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