quarta-feira, 7 de maio de 2014

Corpos são embalsamados em posições inusitadas

O pugilista estava de pé em seu próprio funeral
Mesmo após sua morte, o pugilista Christopher Rivera, de 23 anos, não tirou as luvas e nem baixou a guarda. Assassinado a tiros em Santurce, em Porto Rico, em janeiro deste ano, o boxeador teve um velório inusitado. No canto do ringue, vestido com luvas e óculos escuros, o lutador estava de pé em seu próprio funeral. Dar continuidade à carreira e ao estilo na despedida dos entes queridos que deixam a vida tem sido uma tendência cada vez mais frequente pelo mundo. O efeito é criado através de um embalsamento extremo e de bases para sustentar os corpos.

A socialite estava no funeral com com um poá rosa, uma taça de champanhe e uma piteira com um cigarro nas mãos
A socialite estava no funeral com com um poá rosa, uma taça de champanhe e uma piteira com um cigarro nas mãos Foto: Reprodução / Twitter / Amanda Florent

Na última semana, quem chegasse desavisado ao funeral da socialite Mickey Easterling, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, poderia se confundir e achar que estava em uma festa. A anfitriã usava um poá cor de rosa, carregava uma taça de champanhe em uma das mãos e um cigarro apagado na outra.
A socialite, que faleceu no dia 14 de abril, não voltaria a beber e fumar, mas certamente gostaria de ver os amigos e entes queridos aproveitarem o momento. O velório seguiu o estilo da falecida. “Ela amava ser o centro das atenções”, disse sua filha, Nanci Myke Easterling, ao portal Nola.com. “Ela era extravagante, tinha talento, era maravilhosa”, concluiu.

“Uncle” Lionel estava de pé no seu funeral
“Uncle” Lionel estava de pé no seu funeral Foto: Reprodução / Twitter

Perto dali, também em Nova Orleans, o músico de jazz “Uncle” Lionel Batiste ficou de pé em seu próprio funeral, em 2012. Sua aparência natural transformou o clima do velório, que foi emendado em uma grande procissão musical pelas ruas da cidade. No caso do motociclista David Morales Colón, a família não pensou duas vezes antes de decidir sua posição final: pilotando sua moto preferida.


Caleb Wilde, um agente funerário que tem um blog sobre essa indústria explicou que a extravagância está longe de ser normalizada. “Na maioria das casas funerárias, a coisa mais extrema que podem fazer é vestir o falecido com shorts”, explicou à emissora norte-americana ABC News. “Então é uma coisa muito rara”, disse. A preparação levaria quatro vezes mais tempo e, claro, seria bem mais cara.
“Nós teríamos que mudar a forma como embalsamamos uma pessoa. Seria preciso usar um fluído mais consistente para que o corpo ficasse estável naquela posição, e ele teria que ser embalsamado na posição em que seria visto”, explicou.

Família e amigos registram o velório do pugilista
Família e amigos registram o velório do pugilista Foto: AP

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