sexta-feira, 21 de março de 2014

Procon-RJ suspende a venda de leites das marcas Líder, Parmalat e Elegê

Fiscais chegaram a recolher leites da marca Elegê em supermercados do Rio
O Procon-RJ suspendeu preventivamente, no fim da tarde desta sexta-feira, a venda de leite das marcas Líder e Parmalat em todo o estado do Rio. Pela manhã, o órgão já havia suspendido também a comercialização dos lotes da marca Elegê.
O processo administrativo contra a Líder e Parmalat foi instaurado a partir de informações, do Ministério Público do Rio Grande do Sul, de que o produto pode ter sido processado com matéria-prima contaminada com formol. O Procon-RJ está averiguando se o leite das marcas distribuídos no Rio têm o mesmo problema.
A Elegê foi alvo do primeiro processo, após informações veiculadas pelo Procon Carioca de que o produto estaria impróprio. O Procon-RJ recolheu reclamações recebidas pelo telefone 151 e em sites e decidiu suspender a venda dessa marca de leite também em todo o estado.
Tanto a BRF, empresa detentora da marca Elegê, quanto a LBR, responsável pelas marcas Líder e Parmalat, já foram notificadas sobre os processos e deverão realizar exames de amostras de todos os lotes de seus produtos que estiverem à venda no estado. O teste deverá ser realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com amostras recolhidas após a instauração dos processos. Somente após a apresentação desses exames, atestando a qualidade dos produtos, eles poderão voltar a ser comercializados no Rio.
Em nota, a LBR Lácteos Brasil informou que “seus produtos estão aptos para o consumo e que a matéria-prima utilizada para a fabricação de leite UHT das marcas Parmalat e Líder foi submetida a testes pela LBR e analisada por laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura”. E que “todas as 13 análises realizadas, incluindo testes do ministério, apresentaram resultado negativo para a presença de formaldeído, não oferecendo, portanto, qualquer risco à saúde”. A empresa também informou que prestará esclarecimentos no prazo legal e reafirmou que os produtos não oferecem riscos à saúde do consumidor.Lotes do leite foram apreendidos por fiscais do Procon Carioca


Segundo os fiscais, o leite está impróprio para consumo. Cerca de 4.500 caixas de leites de três lotes do produto já foram recolhidos: CDSA16:533; CDNZ23:553 e CDVP06:093.

Secretária municipal de Defesa do Consumidor e coordenadora do Procon Carioca, Solange Amaral disse que mais supermercados serão inspecionados ainda hoje. “Nós suspendemos a venda em todo o município numa tentativa de resguardar a população e até que a empresa produtora do leite verifique o que aconteceu”.
Solange Amaral esteve reunida com Guilherme Portella dos Santos, gerente executivo de Relações Institucionais da BRF. Segundo o Procon, Portella afirmou que também tem recebido reclamações quanto à qualidade do leite comercializado e comprometeu-se a suspender as vendas em todo o mercado.
A empresa BRF foi notificada pelo Procon Carioca com base no Código de Defesa do Consumidor, Artigo 18, Parágrafo 6º, que trata das responsabilidades de oferecer alimentos impróprios ao consumo, e poderá ser multada em R$ 1,210 milhão, além de responder por crime contra o consumidor.
Procurada, a BRF, que detém a marca Elegê, informou, por meio de uma nota, que "com relação à suposta impropriedade alegada sobre o leite desnatado Elegê, informamos que todas as linhas de produção operadas pela BRF são submetidos a rígidas normas de inspeção, com a finalidade de garantir a qualidade de seus produtos. Por precaução e visando total transparência, informamos que a alegada impropriedade se trata de uma quebra da cadeia de proteína que gera sabor e cor alterada no produto, o que não causa danos à saúde ou à integridade física dos consumidores. Reforçamos que o fato não possui relação com o crescimento microbiológico e/ou adição de químicos".
Problemas em 2012
Esta não é a primeira vez que os leites Elegê têm a venda suspensa no Rio. Em julho de 2012, equipes da Defensoria Pública do Estado do Rio e do Procon-RJ circularam por seis supermercados da cidade do Rio em busca de caixas de dois lotes do leite desnatado Elegê considerados impróprios para consumo.
Na ocasião, a Defensoria Pública e a BRF, assinaram um termo de compromisso. O acordo previa a reposição de leite desnatado Elegê aos consumidores que compraram caixas do produto com alteração de sabor.

 


Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/economia/procon-rj-suspende-venda-tambem-de-leites-das-marcas-lider-parmalat-alem-de-elege-11951091.html#ixzz2webugNxp




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