quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Mais de 60 cristãos foram assassinados por grupo islamita na Nigéria


Imagem: Divulgação
Igreja também foi alvo de ataque violento







Suspeitos de integrarem um grupo insurgente mataram pelo menos 62 pessoas com armas e explosivos no nordeste da Nigéria, incluindo ataque a uma igreja durante o momento de culto, numa região onde a seita islamita Boko Haram vem resistindo à ação repressiva do governo, disseram testemunhas nesta segunda-feira (27).
No domingo (26) eles mataram 22 pessoas com bombas e tiros durante um encontro religioso em uma igreja católica no vilarejo de Wagta Chakawa, no Estado de Adamawa, e depois queimaram casas e fizeram moradores reféns, em um cerco de quatro horas, segundo testemunhas.
Forças de segurança da Nigéria disseram que em um outro ataque, na segunda-feira, supostos membros da seita mataram pelo menos 40 pessoas na vila de Kawuri, no remoto Estado de Borno, nordeste da Nigéria. Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade por esses atentados.
Imagem: Divulgação
O grupo já matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio
O presidente do país, Goodluck Jonathan, enfrenta dificuldades para conter a ação do Boko Haram em regiões rurais remotas no canto esquerdo do nordeste nigeriano, onde a seita iniciou um levante em 2009.
O Boko Haram quer impor a sharia (lei religiosa muçulmana) em um país dividido quase igualmente entre cristãos e muçulmanos. O grupo matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio e é considerado a maior ameaça à segurança na Nigéria, principal exportador de petróleo e segunda maior economia da África (atrás apenas da África do Sul).
Os principais alvos dos militantes do Boko Haram têm sido as forças de segurança, políticos contrários ao grupo e minorias cristãs em áreas de população majoritária muçulmana no norte nigeriano.
Os militares e a polícia não responderam aos pedidos de informações. Uma fonte no Exército confirmou o ataque à igreja, mas pediu que não fosse identificada por não ter autorização de falar com a mídia.

Fonte: Estadão

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