sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Outubro foi um dos meses mais violentos no Iraque desde 2008

Com 964 mortes registradas, outubro foi o segundo mês mais violento no Iraque desde abril de 2008, quando 1.073 pessoas perderam a vida em confrontos religiosos no país. Em julho deste ano, o mês mais violento desde abril, 989 pessoas morreram. Segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira hoje (1º) pelos Ministérios da Saúde, do Interior e da Defesa do Iraque, morreram, só em outubro,  855 civis, 65 policiais e 44 soldados. 
Ainda de acordo com dados oficiais, 33 homens armados ou terroristas morreram e 167 foram presos em operações de segurança. O número de feridos no mês passado foi de 1.445 civis, 88 policiais e 67 militares. A contabilização do governo iraquiano não inclui as vítimas registradas nas três províncias da região autônoma do Curdistão iraquiano.
No Iraque, há uma disputa entre a maioria xiita e a minoria sunita, duas das maiores correntes do islamismo, que tentam ganhar espaço no cenário político local. Os chamados rebeldes armados, em geral, são ligados aos sunitas e se militarizaram por intermédio do contrabando de armas, que passam pelas fronteiras sem muitas restrições. Esses grupos mantêm vínculos com a Al Qaeda e reivindicam mais espaço político. Em abril de 2014, haverá eleições no país, aumentando ainda mais a disputa.  “O fundamentalismo sunita e as franquias da Al Qaeda cresceram muito nos últimos cinco anos”, afirmou o jornalista irlandês Patrick Cockburn, correspondente no Oriente Médio desde 1979, a ÉPOCA na reportagem Extremismo sunita, a grande ameaça após a Guerra do Iraque. “Essas são as maiores ameaças não apenas para o Ocidente, mas para o próprio futuro do Iraque, caso o sectarismo não seja controlado."  
A Organização das Nações Unidas (ONU) vem expressando reiteradamente sua preocupação pelo aumento do terrorismo e da violência sectária no Iraque. O ONU exige que os dirigentes políticos ponham fim às suas diferenças para restaurar a segurança e terminar com o derramamento de sangue no país.
Diante do aumento do receio de retorno de um conflito armado civil na região,  o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, se reunirá nesta sexta-feira (1°) em Washington com o presidente dos Estados UnidosBarack Obama. Durante o encontro, ele deve pedir ao país que forneça ao Iraque aviões e armas sofisticadas para combater a rede terrorista Al Qaeda.  

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