sexta-feira, 1 de novembro de 2013

20 mil menores dão à luz por dia em países pobres

Jovem grávida segura seu bebê no colo em Bogotá, na Colômbia (Foto:  EFE/Fondo de Población de Naciones)
Todos os dias, cerca de 20 mil mulheres menores de 18 anos dão à luz por dia em países em desenvolvimento, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Fundo de População das Nações Unidas (FPNU). Outro dado alarmante do estudo é que cerca de 200 mães menores de idade morrem diariamente por complicações da gravidez ou do próprio parto.
De acordo com o estudo, quase 95% dos partos de mães adolescentes ocorrem nos países em desenvolvimento. Por ano, são cerca de 7,3 milhões partos de menores de 18 anos. Deste total, dois milhões correspondem a menores de 15 anos. Segundo estimativas do FPNU, se a tendência atual for matida, esse número chegará a três milhões em 2030.
 Os países com maiores índices de meninas menores de 15 anos grávidas são  Bangladesh, Chade, Guiné, Mali, Moçambique e Níger, onde a média é de uma em cada dez garotas nessa faixa etária engravidam.
 No relatório, a América Latina aparece como a segunda região do mundo com a maior porcentagem de mulheres de 20 a 24 anos que afirma ter dado à luz antes dos 18 anos, ao redor de 20% do total. Essa porcentagem só é superada pela região da África Subsaariana. Entre os países latinos com maior proporção de adolescentes grávidas, está a Nicarágua (28,1%),  e om com menor proporção, Cuba (9,4%). Ainda de acordo com o documento, na América Latina e no Caribe, a primeira causa de morte de jovens adolescentes está relacionada com complicações na gravidez e o parto. 
 "Quando uma adolescente fica grávida, muda radicalmente seu presente e seu futuro, e em raríssimas ocasiões essas mudanças são para o bem", afirma Babatunde Osotimehin, diretor-executivo de FPNU, na introdução do levantamento. O relatório, o primeiro de caráter global sobre o tema em muitos anos, não só inclui números e estatísticas, mas analisa as causas e os efeitos da questão.  Segundo o FPNU, a pobreza, os casamentos em idade adiantada e a falta de acesso à educação são as principais causas da gravidez precoce."A gravidez adolescente não responde, em geral, às decisões da mulher, mas à ausência de oportunidades e às pressões sociais, culturais e econômicas dos contextos em que vivem as adolescentes", diz Osotimehin.

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