segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Armadilhas com tinta invisível identificam ladrões

 

Imagem: Reprodução/Montagem (Fantástico)
Em uma foto comum nada aparece no rosto do ladrão, mas sob a luz ultravioleta a tinta invisível aparece
Em uma vizinhança perigosa de Londres, o número de assaltos e roubos de carros é alto. Mas agora quem tem que se cuidar por lá são os bandidos. Não é por falta de aviso: as casas têm adesivos e a polícia espalhou cartazes avisando que a área está vigiada e cheia de armadilhas. Foi numa delas que caiu Yafet Askale, 28 anos. Ele tentou roubar um carro e levou um banho de tinta invisível. Nas fotos normais, não dá para ver a tinta, mas sob uma luz ultravioleta, ele fica verde.
As armadilhas são instaladas em casas ou carros estacionados nas ruas e são trocadas de lugar com frequência, para não levantar suspeitas dos bandidos. No caso do carro, por exemplo, os policiais deixam um celular ou um computador bem à mostra para aguçar a curiosidade. Quando o ladrão entra, é fotografado por uma câmera escondida e leva um banho de tinta invisível. Depois, é só a polícia ir atrás dele.
Funciona mais ou menos como uma ratoeira. O notebook no banco do carro é a isca, ligada por um fio a um tubo de tinta invisível, que pode ser instalado no painel. Na hora em que o bandido invade o carro e puxa o notebook, o mecanismo é acionado.
A tinta não tem cheiro e, obviamente, não dá para ver. É invisível. Mas é só ligar a luz ultravioleta e lá está a prova do crime. Ela demora até dois meses para desaparecer. Portanto, se nesse período a pessoa entrar numa delegacia de polícia da Grã-Bretanha, certamente vai ter que dar muitas explicações.
A tinta invisível é fabricada por uma empresa da cidade Telford, no interior da Inglaterra. Foi criada por um ex-policial e pelo irmão dele. A composição química é mantida em sigilo. O responsável pelo setor de produção explica que é possível usar 24 ingredientes, mas só nove vão em cada tubinho.
Assim, diz ele, a tinta de cada tubo é diferente da outra. Desse jeito, dá para ligar o bandido ao local do crime e provar que ele esteve lá. As roupas do ladrão são enviadas para o laboratório e colocadas num equipamento de raio laser, que decompõe a tinta. Assim, é possível saber quais são os nove ingredientes.
“É como uma impressão digital”, diz Martin Foord. E enquanto a tinta estiver molhada, o ladrão sai espalhando digitais por toda a cena do crime.
Várias delegacias da Grã-Bretanha já instalaram luz ultravioleta em salas de revista. Nick Davies, inspetor-chefe da delegacia que prendeu o ladrão de carros, diz que todos os policiais de Londres carregam – como parte do equipamento de trabalho – uma lanterna com essas lâmpadas. Todos os suspeitos detidos pela polícia têm as roupas, as mãos e o rosto analisados com ajuda da luz. Manchas verdes são indícios de envolvimento em algum crime.
“Conseguimos reduzir em 80% os roubos onde instalamos esse sistema, o que é um percentual impressionante. Conseguimos reduzir o crime, botamos medo nos bandidos e devolvemos a confiança aos moradores”, diz Davies.
Outra estratégia incentivada pela polícia é marcar objetos de valor, como celular, com tinta invisível. Já foram distribuídos mais de mil kits para os moradores de bairros onde acontecem muitos assaltos.
“Se o telefone for recuperado, pode ser devolvido ao dono, porque é possível rastrear a origem dele”, diz o porta-voz do fabricante, Florian Mattinson.
O ladrão do carro apanhado pela armadilha ainda tentou jurar inocência, mas não teve jeito. Foi condenado a uma multa e trabalhos comunitários. E, por dois meses, ganhou uma inconfundível aparência de ET.

Fonte: Fantástico

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