sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Após ter tentado a reabilitação 21 vezes, homem de 41 anos obteve o direito de morrer na Holanda.

Marcel Langedijk diz que seu irmão sofria muito por causa do vício em álcool (Foto: BBC)
Um caso de eutanásia na Holanda ganhou repercussão internacional nesta semana após Marcel Langedijk, de 44 anos, escrever um artigo para uma revista holandesa sobre a escolha de seu irmão Mark, que quis encerrar sua vida por causa do alcoolismo.
Desde 2002, uma lei do país autoriza a opção da eutanásia para pessoas que vivem "um sofrimento insuportável" sem nenhuma perspectiva de melhora.
A medida costuma ser utilizada principalmente em casos de doenças degenerativas, ou em estágio terminal. E justamente por isso a decisão que permitiu a morte de Mark atraiu tanto debate.
"A coisa que mais me abala agora é que, para os outros, pode parecer que minha família e eu, e até meu irmão, fizemos isso apenas porque era conveniente. Deixa eu dizer algo pra vocês: isso não é conveniente de nenhuma forma", disse Marcel à BBC.
Emocionado, ele contou que o irmão lutava contra a doença havia oito anos. E que tentou frequentar lugares de reabilitação por 21 vezes antes de ver a eutanásia como opção.
Com 41 anos, Mark já havia tentado de tudo: psicólogos, psiquiatras e todos os tipos de profissionais de saúde que poderiam ajudá-lo a deixar o vício.
"Mas parecia que nada poderia ajudá-lo a lidar com sua depressão e ansiedade, a não ser o álcool", disse Marcel.
Por causa disso, Mark decidiu fazer o pedido da eutanásia. O procedimento, conforme descreveu Marcel, não é tão simples: é preciso passar por diversas avaliações médicas para se obter legalmente o direito de morrer.
"Não é como se a gente não levasse isso a sério. Não é como se na Holanda nós saíssemos por aí matando alcoólatras", afirmou.
"É muito complicado e é muito difícil. É um passo enorme. Para mim, é muito importante garantir que todos saibam que nós fizemos de tudo. Mas algumas pessoas são incuráveis. Se você não ajuda essas pessoas com isso, eles vão eventualmente fazer o pior, cometer suicídio."
Marcel contou que a família deu todo o apoio a Mark em todas as vezes que ele foi para a reabilitação. "Nós tentamos entender, tentamos nos colocar no lugar de um viciado para ver o que saía errado. O que acontecia com ele?", questionou em seu artigo na revista.
"Mas nós também ficávamos com raiva porque, depois que ele voltava da reabilitação, imediatamente voltava a beber."
"A eutanásia era para pessoas com câncer, com dor insuportável, para quem a morte realmente estava iminente. A eutanásia certamente não era para alcoolatras."

Último dia

Mark escolheu seu último dia de vida. E tentou aproveitá-lo da maneira que mais gostava.
"Foi um lindo 14 de julho. Estava muito calor, nós fomos lá para fora e ele disse: 'bom, essa é a minha última manhã'", conta Marcel.
Em um dia gostoso em família, Mark riu, bebeu o último vinho - seu favorito -, fumou o último cigarro, comeu sanduíches de presunto e queijo e tomou uma sopa com almôndegas antes do médico chegar.
"Nós dissemos que o amávamos muito e que ficaria tudo bem, que nós cuidaríamos um do outro e que nos encontraríamos de novo", disse Marcel.
Mark chorou um pouco ao ver sua família em lágrimas na despedida. Mas quando o médico perguntou se ele tinha a certeza de que era isso mesmo que queria fazer, confirmou.
E então vieram as três injeções. Uma era de uma solução com sal para limpar as veias de Mark. Depois, um anestésico para colocá-lo para dormir. E, por fim, a que faria seu coração parar.
"Meus pais tiveram tempo de dizer adeus e ele teve o tempo de se despedir também. Se ele apenas tivesse atirado nele mesmo ou se jogado na frente de um trem, isso teria sido muito diferente. Teria sido cruel", resumiu Marcel.

Critérios da lei holandesa para autorizar eutanásia:

- O paciente tem sofrimento insuportável sem perspectiva de melhora.
- O pedido precisa ser voluntário e persistir ao longo do tempo (não pode ser feito sob influência de outros, sob doença psicológica ou drogas).
- O paciente precisa estar plenamente consciente das suas condições, das suas perspectivas e das opções que têm.
- É preciso passar por consulta com pelo menos um médico independente que precisa confirmar as condições mencionadas acima.
- O procedimento precisa ser feito de maneira apropriada na medicina, seja pelo próprio médico ou pelo paciente. Mas ao menos um médico precisa estar presente.
fonte:G1

Mulher atacada com seringa pode ter tido substância injetada no corpo

Vítima de homem com seringa tem 40 anos (Foto: Reprodução/Youtube A Tribuna)vítima de homem com seringa tem 40 anos
(Foto: Reprodução/Youtube A Tribuna)







A mulher que afirma ter sido atacada com uma seringa por um desconhecido em um ponto de ônibus de Santos, no litoral de São Paulo, deve passar nesta sexta-feira (9) por exames no Instituto Médico Legal (IML) da cidade. Um retrato falado do suspeito já foi divulgado por investigadores do 2º DP de Santos.
Segundo a Polícia Civil, somente um diagnóstico mais preciso poderá identificar se a perfuração se trata da picada de uma agulha ou não. Caso a suspeita seja confirmada, também será possível saber qual teria sido a substância injetada na vítima, que apresenta dores de cabeça intensas desde a agressão.
O ataque aconteceu no início da semana enquanto a mulher de 40 anos esperava um ônibus circular em frente à Santa Casa de Santos, no bairro Jabaquara. Ela tinha levado a neta no médico e aguardava para retornar para casa, em São Vicente.
Polícia procura suspeito de atacar mulher com seringa em Santos (Foto: Divulgação / Polícia Civil)Polícia procura suspeito de atacar mulher com
seringa em Santos (Foto: Divulgação / Polícia Civil)
A vítima contou à polícia que, ao embarcar no ônibus, um suspeito apareceu e ela sentiu uma picada na altura das nádegas. A mulher olhou para trás, viu o homem se afastando, mas não notou nada nas mãos dele.
De acordo com a polícia, a mulher percebeu os ferimentos apenas ao chegar em casa, quando começou a sentir muitas dores no local do furo. Ela notou que o homem desembarcou na Vila Margarida, em São Vicente, e fez uma descrição física do suspeito para a polícia.
A vítima foi orientada por familiares a procurar um hospital onde mora, em São Vicente, onde foi medicada contra doenças sexualmente transmissíveis - já que não se sabe o que havia na seringa.
Na delegacia, os investigadores mostraram fotos de um "maníaco da seringa" que estava agindo em São Paulo, mas não houve reconhecimento por parte da vítima - por isso, a polícia acredita que este seja o primeiro caso a acontecer na Baixada Santista. Os policiais pedem ajuda da população para encontrar o suspeito. Quem tiver informações pode entrar em contato com o 2º DP de Santos no telefone (13) 3234-6901.
fonte:G1

Tremor de magnitude 6,9 ocorre no Oceano Pacífico, perto das Ilhas Salomão



Um tremor de magnitude 6,9 ocorreu nesta sexta-feira (já manhã de sábado, pela hora local) no Oceano Pacífico, perto das Ilhas Salomão, informou o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês). O epicentro está a cerca de 90 km da cidade de Kirakira, a uma profundidade de 10 km.
fonte:G1

Argentina cria multa contra assédio sexual nas ruas

 

Imagem: Divulgação
Pesquisas mostram que cerca de 97% das mulheres argentinas já passaram por alguma situação de assédio na rua



As autoridades argentinas aprovaram nesta semana a criação de uma punição para os autores de assédio sexual nas ruas da capital. Quem assediar mulheres terá que pagar multa de até mil pesos (cerca de R$ 200). A informação é da ‘Rádio França Internacional’, reproduzida pela ‘Agência Brasil’.
Pesquisas mostram que cerca de 97% das mulheres argentinas já passaram por alguma situação de assédio na rua. Para lutar contra isso, a nova medida vai punir todos os “comentários sexuais diretos ou indiretos sobre o corpo, fotografias e gravações de partes íntimas sem o consentimento, contato físico impróprio ou não consensual, perseguição, masturbação e exibicionismo”. O texto define como assédio “tudo o que toca a dignidade e o direito à integridade física e moral”.
A discussão foi lançada após uma série de assassinatos recentes de mulheres, vítimas de seus companheiros. Segundo estatísticas oficiais, uma argentina morre em situação de violência conjugal a cada 30 horas. Em outubro, a mobilização tomou conta da Argentina, após a morte da adolescente Lucia Pérez, de 16 anos, que foi drogada, estuprada e violentamente assassinada.
O feminicídio – assassinato motivado pelo fato de a vítima ser uma mulher – foi inscrito no Código Penal argentino em 2012. Desde então, ele é considerado um fator agravante em caso de condenação por homicídio, que pode resultar em prisão perpétua no país.

Fonte: Agência Brasil

Mulheres da Venezuela vendem cabelo para comprar comida






Imagem: Divulgação

Desesperadas e sem dinheiro para comprarem itens de necessidade básica, mulheres da Venezuela começaram a ir até a fronteira com a Colômbia para venderem seus cabelos. A tendência, que cresceu nas últimas semanas, se tornou mais uma fonte de renda para quem vive no país afundado em uma grave crise econômica.
De acordo com o jornal The Guardian, dezenas de intermediários aguardam na ponte que liga a cidade de San Antonio del Táchira, na Venezuela, com a colombiana Villa del Rosario, gritando que “compram cabelo”. Há pelo menos sete pontos de “coleta” e cerca de duzentas mulheres aceitam a oferta diariamente. As mechas são vendidas como extensões para cabelo no país vizinho.
A mediadora Jenifer Nino, que faz cortes e vendas, diz que a maioria das clientes “chega com crianças e, em seguida, sai para comprar comida”. “Posso tirar volume, cortar mechas aqui e ali ou fazer um rabo de cavalo e cortar todo o cabelo”, explica. Segundo ela, algumas ficam insatisfeitas pelo visual final, mas aceitam por necessidade financeira.
Celina Gonzales, de 45 anos, ficou uma hora na fila para vender seu cabelo castanho de comprimento médio por 60.000 pesos colombianos, segundo o Guardian. O valor equivale a 67 reais, no câmbio negro, quantia semelhante ao salário mínimo mensal na Venezuela. “Sofro de artrite e preciso comprar remédios. Não é muito, mas pelo menos adquiro medicamentos para dor”, conta Celina.
A crise econômica e política no país tem dificultado o acesso a mantimentos básicos, como alimentos, produtos de higiene e remédios. Mesmo nas datas de compra organizadas pelo governo, nem sempre há estoque suficiente para que todos possam fazer compras. Em meios não oficiais, um pacote de arroz pode custar até um décimo do salário médio do mês.

Fonte: Veja